Prints atribuídos aos integrantes de um grupo virtual revelam supostas manipulações contra a adolescente de 13 anos encontrada morta em Naviraí, a 359 quilômetros de Campo Grande. O caso é investigado pela Polícia Civil.
A adolescente estaria participando de um grupo no Discord, plataforma usada para comunicação individual ou em grupos que permite enviar mensagens de texto e criar chamadas de áudio ou vídeo.

Em março deste ano, o MPGO (Ministério Público do Estado de Goiás) emitiu um alerta para pais e responsáveis sobre as práticas que acontecem nos aplicativos, como o termo “Lulz”.
“O diálogo é a melhor ferramenta de proteção. Converse com sua filha ou seu filho sobre os perigos do ambiente digital, mantenha canais de comunicação abertos e fique atento(a) aos sinais. A internet precisa ser um espaço seguro para todas e todos”, alertou o MP.
Morte de adolescente e suspeita de desafios virtuais
Conforme as informações do Portal Tá na Mídia Naviraí, a adolescente foi encontrada pela sua mãe e pelo padrasto, por volta das 6h, na varanda da casa. O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado, porém constatou que ela já estava sem vida.
No entanto, como ela não teria conseguido, o servidor teria sido derrubado após denúncias da Carpe Diem — grupo de hackers éticos que ajuda a polícia —, e o evento teria sido derrubado.
Tempos depois, o mesmo grupo, já em outra chamada, fez com que ela tirasse a própria vida. Inclusive, eles teriam comemorado a morte nos grupos.
Este é o segundo caso em investigação nesta semana, em Mato Grosso do Sul, envolvendo mortes de crianças em desafios da internet ou em “trend”. Na terça-feira (21), ou seja, um dia antes, um menino, de 8 anos, foi encontrado desacordado pela mãe em São Gabriel do Oeste, a 133 km de Campo Grande.
Ele estava em casa com a mãe, durante a manhã, e, em determinado momento, teria pedido o celular e ido para o quarto. Algum tempo depois, a mulher entrou no cômodo para chamar o filho e o encontrou desacordado na cama.
Na ocasião, a mãe chamou uma vizinha e levou a criança ao hospital em uma motocicleta. O menino foi submetido a manobras de reanimação, mas não resistiu.
O laudo pericial deve ser entregue em até dez dias para colaborar com as investigações.


