O líder do Hezbollah criticou o acordo que Israel e Líbano assinaram para encerrar meses de conflito entre o grupo militante e Israel, levantando preocupações sobre sua eficácia.
Vários acordos de cessar-fogo anteriores que o Líbano negociou com Israel desde o início da última guerra entre Israel e Hezbollah nunca foram implementados.
Apesar do acordo, a agência de notícias estatal libanesa relatou um ataque de drone israelense perto da cidade sulista de Nabatiyeh.
O acordo exige que Israel se retire, mas apenas se o Hezbollah se desarmar. Detalhes do acordo que o Departamento de Estado dos EUA divulgou no sábado afirmam que Líbano e Israel têm como objetivo, eventualmente, encerrar o estado de guerra entre eles que começou quando Israel foi criado em 1948.
O acordo diz que Israel se retirará do Líbano, desde que o Hezbollah se desarme. E prevê ainda que Israel inicialmente se retire de duas pequenas áreas – chamadas de zonas piloto. Não foi dito onde essas duas zonas iniciais estarão. O exército libanês assumirá gradualmente a responsabilidade total pela segurança nessas áreas. Os dois países concordarão com futuras zonas piloto para a retirada de Israel no futuro, diz o acordo.

