11 de outubro de 2026

Empresários são condenados por fraude milionária na compra de mapas em MS

A Justiça condenou dois empresários por conta de uma fraude em licitação milionária para compra de mapas pelo Governo do Estado e deverão devolver R$ 1 milhão aos cofres públicos. Como um deles já faleceu, o valor terá de ser retirado de seu espólio.

Além do ressarcimento milionário, a sentença impôs a proibição de contratar com o Poder Público por quatro anos ao empresário que ainda está vivo, responsabilizado por fraudar orçamentos licitatórios.

 

A Promotoria de Justiça descobriu que o Termo de Referência da licitação trazia uma cláusula restritiva incomum: a exigência expressa de que o produto contivesse o registro de código numérico “específico”.

Em diligências, constatou-se que a autoria desse código pertencia exclusivamente a um empresário, que dirigia a editora. Com isso, nenhuma outra empresa pôde disputar o pregão de forma competitiva, resultando em um participante único.

 

Além de garantir o contrato sem concorrência, os réus montaram um esquema de “cotações de fachada” para inflar o preço estimado. Um dos orçamentos simulados foi fornecido por um segundo empresário, dono de empresa sediada em .

Sem cadastro de fornecedores em Mato Grosso do Sul, a empresa enviou valores propositalmente elevados apenas para conferir aparência de regularidade à pesquisa mercadológica da administração.

A investigação detalhou matematicamente os custos reais envolvidos, comprovando que a editora não fabricou uma única unidade e funcionou como mera intermediária. Ela subcontratou integralmente a linha de produção por uma fração mínima do valor recebido do Estado:

  • Insumos materiais: comprados de uma terceira empresa por R$ 104.000;
  • Impressão e acabamento: executados por uma gráfica ao custo de R$ 26,00 por banner, somando R$ 312.000;
  • Custo Real da Operação: R$ 416.000;
  • Margem Retida Ilicitamente (Superfaturamento): R$ 1.024.000.

O custo real de cada mapa girava em torno de R$ 34,66, enquanto o Estado pagou R$ 120, gerando um prejuízo milionário ao erário.

Cabe destacar que, no início da tramitação processual, o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) já havia firmado Acordos de Não Persecução Civil com outros servidores públicos e empresários que aceitaram colaborar com a Justiça e restituir valores.

Populares da Semana

Eldorado conquista duas Vans para Assistência Social

Ação dos senadores Tereza Cristina e Nelsinho Trad, a...

Cone Sul tem 238.715 habitantes. Naviraí lidera com 53.307

O IBGE divulgou o número de habitantes de Mato...

Em festa clandestina, aniversariante que reuniu 800 pessoas foi preso na Capital

A Guarda Civil Metropolitana de Campo Grande (CGM) recebeu...

Jovem morre após passar mal em TAF de concurso da PM do Distrito Federal

Gabriela Rosa dos Santos Gontijo, de 27 anos, morreu...

Verstappen vence GP de Singapura e Antonelli se aproxima do título da Fórmula 1

Mesmo enfrentando dificuldades de comunicação pelo rádio, Max Verstappen...

Corinthians anuncia Clarence Seedorf como novo treinador

O Corinthians anunciou Clarence Seedorf como seu novo técnico,...

Interfirmas de Futsal a todo vapor em Sete Quedas

A XVII edição da Copa Interfirmas tem sido um...

Ipespe: Flávio tem 52,7% dos votos válidos no 2º turno contra 47,3% de Lula

Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente do presidente Luiz...

Disputas judiciais podem gerar alteração em três cadeiras da Assembleia Legislativa

A composição da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do...

Artigos Relacionados

Categorias Populares