Outono e inverno são as estações do ano com maior circulação de vírus respiratórios. Em Campo Grande, mais de 20 mil pessoas procuraram atendimentos de urgência por esse motivo em abril. No entanto, apenas 30,7% da população-alvo tomou vacina, e a ampliação para outros públicos depende do Ministério da Saúde.
Conforme a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), a ampliação da vacinação segue critérios definidos pelo PNI (Programa Nacional de Imunizações), do Ministério da Saúde, e depende principalmente da cobertura vacinal dos grupos prioritários e da disponibilidade de doses.
Veruska Lahdo, superintendente de vigilância em saúde da Sesau, explica que a meta é atingir 90% do público prioritário, que inclui gestantes, idosos e crianças. “Não existe uma meta para agora, mas o ideal seria estar acima de 50% a 60%, porque é o período de circulação dos vírus respiratórios”, afirma.
Quem pode se vacinar gratuitamente?
Em Mato Grosso do Sul, a vacinação segue restrita aos seguintes grupos prioritários:
- Crianças de 6 meses a menores de 6 anos;
- Idosos;
- Gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto);
- Profissionais da saúde;
- Trabalhadores da educação;
- Forças de segurança e salvamento;
- Indígenas e quilombolas;
- Pessoas com comorbidades;
- Caminhoneiros;
- Trabalhadores do transporte coletivo;
- Trabalhadores dos Correios.
A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS em 2026 é a trivalente, produzida pelo Instituto Butantan. Ela protege contra três cepas do vírus influenza: influenza A (H1N1), influenza A (H3N2) e influenza B.


