25 de setembro de 2026

Com Etienne reitor, Danielle propõe UFGD mais comprometida com as mulheres

“Quando a universidade amplia os espaços para as mulheres, toda a comunidade avança junto, inclusive os homens”

Professora da Universidade Federal da Grande Dourados há 15 anos, engenheira agrônoma, doutora em Ciência dos Alimentos e atual diretora da Faculdade de Ciências Biológicas e Ambientais, Danielle Marques Vilela é candidata à vice-reitora pela Chapa 1, Avança UFGD, ao lado de Etienne Biasotto. Com trajetória no ensino, na pesquisa e na gestão da universidade, ela defende uma UFGD mais democrática, acolhedora e comprometida com políticas de acessibilidade e inclusão, permanência estudantil, enfrentamento às violências e fortalecimento do Hospital Universitário.

Nesta entrevista, Danielle fala sobre o protagonismo das mulheres na UFGD, os desafios que ainda persistem e os compromissos da chapa para que a universidade siga avançando, com diálogo e responsabilidade social.

A participação das mulheres na universidade tem crescido. Como você avalia esse processo na UFGD?

A presença das mulheres sempre foi fundamental na universidade, mas hoje esse protagonismo aparece também com mais força nos espaços de decisão, na pesquisa, ensino, extensão e na gestão. Isso é resultado de muita luta e de mudanças institucionais importantes.

Na UFGD, as mulheres ocupam a universidade, ajudam a construir seus caminhos e impulsionam transformações que beneficiam toda a comunidade acadêmica.

Esse avanço também se refletiu em políticas institucionais?

Sim. A UFGD avançou em políticas de enfrentamento às violências, prevenção ao assédio e acolhimento. O desafio agora é garantir continuidade e estrutura para essas conquistas. Defendemos fortalecer a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas, implementar plenamente o Protocolo de Não Revitimização, ampliar a Ouvidoria da Mulher e Diversidade e consolidar mecanismos de monitoramento dessas políticas.

Ainda existem desafios para as mulheres no ambiente universitário?

Sim. Persistem desigualdades no acesso a espaços de poder, na permanência acadêmica e no enfrentamento das violências e discriminações. Por isso, é essencial garantir condições para que mulheres possam estudar, trabalhar, pesquisar e ocupar espaços de liderança com segurança e dignidade, especialmente mães e cuidadoras.

Que políticas podem ajudar a transformar essa realidade?

Defendemos ampliar a presença das mulheres nos espaços de decisão, fortalecer políticas de permanência e desenvolver ações institucionais de cuidado relacionadas à maternidade, paternidade e responsabilidades familiares.

Também propomos o programa Ler Mulheres na Universidade, incentivando a presença de autoras mulheres nas bibliografias e atividades formativas, além de editais específicos de fomento à pesquisa e extensão coordenadas por mulheres.

Como a sua trajetória na UFGD influenciou essa visão?

Sou professora da UFGD há 15 anos, mãe de dois filhos e sou filha da universidade pública. Foi por meio dela que minha história e a da minha família foram transformadas. Essa trajetória me mostrou que a universidade pública muda vidas e que os avanços dependem de compromisso institucional, planejamento e trabalho coletivo. Também queremos uma universidade que enfrente a violência com seriedade, escuta qualificada e fluxos institucionais mais humanizados. Quando a instituição assume esse compromisso de forma estruturada, ela deixa de apenas reagir aos problemas e passa a criar um ambiente mais justo, mais seguro e mais coerente com sua função social.

Nesta eleição, duas chapas são lideradas por mulheres e você é candidata a vice. Como você vê esse momento?

Para mim, esta eleição não é só uma escolha entre homens e mulheres, mas entre projetos de universidade. Estou ao lado do Etienne porque construímos uma chapa comprometida em ampliar os espaços das mulheres na gestão, fortalecer políticas de enfrentamento às violências e avançar em ações concretas de permanência e cuidado. Quando aceitei ser vice do Etienne é por acreditar que ele está disposto a construir um projeto que assume o compromisso de transformar em políticas as demandas das mulheres da universidade, o que também exige homens dispostos a dividir poder e atuar de forma coerente com essa mudança.

Qual é o principal compromisso da Chapa 1 para os próximos anos?

Nosso compromisso é fortalecer a UFGD como uma universidade pública de qualidade, socialmente comprometida e aberta à diversidade. Isso passa pela valorização do ensino, da pesquisa e da extensão, pela permanência estudantil, pelo acolhimento, pela sustentabilidade, pela defesa das ações afirmativas e por uma gestão democrática e dialogada.

Qual é o papel do Hospital Universitário dentro desse projeto?

O Hospital Universitário é UFGD. E, como tal, é estratégico para a universidade, mas, principalmente, para toda a região. Ele atende a população, forma profissionais de saúde e produz conhecimento. Defendemos ampliar a integração entre HU e universidade, fortalecer as residências e garantir um ambiente de formação e trabalho mais qualificado e humano.

Que mensagem você deixa para a comunidade universitária?

A UFGD é uma construção coletiva. Tudo o que a universidade conquistou é resultado do trabalho de muitas pessoas. No dia 26 de março, a comunidade universitária decidirá os próximos rumos da instituição. Nosso convite é para que conheçam as propostas da Chapa 1 e participem dessa escolha com responsabilidade e compromisso com o futuro da universidade.

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