25 de maio de 2026

Jogador do Bragantino pede desculpas após fala machista contra árbitra sul-mato-grossense

O zagueiro Gustavo Marques, do Bragantino, pediu desculpas após questionar e criticar a escalação da árbitra sul-mato-grossense Daiane Muniz, para o jogo no qual a sua equipe foi derrotada pelo São Paulo, na noite do último sábado (21), pelo Campeonato Paulista.

“Primeiramente, quero falar da arbitragem porque não adianta jogar contra São Paulo, Palmeiras, Corinthians e eles colocarem uma mulher para apitar um jogo desse tamanho. Era nosso sonho chegar à semifinal, ou até a final, mas ela acabou com nosso jogo. Acho que a Federação Paulista tem que olhar para os jogos desse tamanho e não colocar uma mulher. Todo respeito às mulheres do mundo, sou casado, tenho minha mãe, então desculpa se estou falando alguma coisa para as mulheres”, declarou o zagueiro em entrevista após a partida para uma equipe de reportagem da emissora TNT.

Em postagem nas redes sociais, o jogador pediu desculpas pelas declarações dadas após a derrota de 2 a 1 do Bragantino para o São Paulo pelas quartas de final da competição: “Estava de cabeça quente e muito frustrado pelo resultado da nossa equipe e acabei falando o que não deveria e poderia. Isso não justifica minha atitude e peço desculpas a todas mulheres e em especial a Daiane […]. Espero sair desse episódio uma pessoa melhor. Prometo aprender com esse erro”.

Quem também se pronunciou foi a Federação Paulista de Futebol (FPF), que afirmou que encaminhará a declaração de Gustavo Marques à Justiça Desportiva: “É com profunda indignação e revolta que a Federação Paulista de Futebol recebeu a entrevista do atleta Gustavo Marques, do Red Bull Bragantino, após a partida contra o São Paulo […]. Uma declaração em relação à árbitra Daiane Muniz que reflete uma visão primitiva, machista, preconceituosa e misógina, incompatível com os valores que regem a sociedade e o futebol. É absolutamente estarrecedor que um atleta, em qualquer circunstância, questione a capacidade de um árbitro com base em seu gênero. A FPF tem orgulho de contar em seu quadro com 36 árbitras e assistentes e continua trabalhando ativamente para que este número cresça […]. A FPF encaminhará tais declarações à Justiça Desportiva, para que esta tome todas as providências cabíveis”.

Daiane Muniz, a árbitra alvo da declaração machista, é sul-mato-grossense, natural da cidade de Três Lagoas.

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