O reverendo Jesse Louis Jackson, ativista dos direitos civis nos Estados Unidos, morreu nesta terça-feira (17), após ser internado devido à paralisia supranuclear progressiva. A família estava presente quando o reverendo morreu.
“Seu compromisso inabalável com a justiça, a igualdade e os direitos humanos ajudou a moldar um movimento global pela liberdade e dignidade. Um incansável agente de mudança, ele deu voz aos que não tinham voz — desde suas campanhas presidenciais na década de 1980 até a mobilização de milhões para se registrarem para votar — deixando uma marca indelével na história”, dizia o comunicado da família publicado pela CNN.
Jackson nasceu na cidade de Greenville, no estado americano Carolina do Sul, filho de uma mãe adolescente solteira, durante a era Jim Crow, mas ascendeu para se tornar um ícone dos direitos civis e um político inovador, lançando duas candidaturas à presidência na década de 1980.
O líder foi uma força na luta por justiça social em três eras: o período Jim Crow, a era dos direitos civis e a era pós-direitos civis, que culminou com a eleição de Obama e o movimento Black Lives Matter.
Com sua eloquência e determinação singular, Jackson não apenas manteve viva a esperança para si mesmo. Seu sonho de uma América vibrante e multirracial ainda inspira milhões de americanos hoje.
Ele foi o primeiro candidato à presidência a fazer do apoio aos direitos dos homossexuais uma parte fundamental de sua plataforma de campanha e fez um esforço concentrado para desafiar a priorização, pelo Partido Democrata, dos eleitores brancos, moderados e de classe média, afirma David Masciotra, autor de “Eu Sou Alguém: Porque Jesse Jackson Importa”.
“Um Partido Democrata que hoje representa uma América multicultural e tem alguém como Kamala Harris como (ex-)vice-presidente e Obama como ex-presidente começou, em muitos aspectos, com as campanhas de Jackson”, diz Masciotra.
Ele lutou com sucesso para mudar a distribuição de delegados durante as primárias democratas, de um sistema de “vencedor leva tudo”, que beneficiava os favoritos, para um sistema proporcional que ajudava outros candidatos, mesmo que não vencessem em um estado.
Essas mudanças ajudaram Obama a conquistar uma vitória de virada sobre a favorita Hillary Clinton durante as primárias democratas de 2008, afirma Masciotra.


