7 de maio de 2026

Irmãos Zahran chefiavam grupo que lucrou milhões com fraudes bancárias, diz polícia

Irmãos Zahran comandavam a quadrilha que lucrou milhões com fraudes bancárias em São Paulo, diz a polícia. A quadrilha especializada é alvo da Operação Castelo de Cartas, que teve sua segunda fase deflagrada pela Deic (Delegacia Especializada em Investigações Criminais) de São José do Rio Preto (SP), nesta quarta-feira (28), em Campo Grande.

Midiamax confirmou a identificação dos dois irmãos envolvidos no esquema. São eles: Camillo e Gabriel Zahran. De Gabriel, a Deic apreendeu bens, já Camillo tinha um mandado de prisão em aberto.

A quadrilha prometia lucros elevados e um suposto vínculo com um grande grupo do setor de gás e energia chefiado pela família Zahran. Segundo o delegado Fernando Tedd em coletiva de imprensa, publicada pelo Diário do Rodrigo Lima, os irmãos criaram uma empresa de fachada.

 

Desta forma, vinculavam a empresa à companhia da família, com a qual eles não teriam ligação alguma. Uma pessoa também foi presa em Rio Preto na segunda-feira (26), na primeira fase da operação.

Família tradicional

“Eles fazem parte da família que é proprietária de um grupo de empresas no Mato Grosso do Sul. Utilizando dessa falsa credibilidade, eles acabavam enganando as pessoas como se elas estivessem investindo nas empresas do grupo. Eles criaram a empresa de fachada, que simulava essa situação, e foram angariando dinheiro como se as pessoas tivessem realmente investindo nesse grupo empresarial”, explicou.

As vítimas, algumas de São Paulo, sofreram prejuízos milionários ao saberem do golpe. “Quando foram cobrar os dividendos, descobriram que estavam sendo enganados, aí procuraram as delegacias em cada região e fizeram o registro das ocorrências”, revelou o delegado.

Delegado Fernando Tedd em coletiva de imprensa, publicada pelo Diário do Rodrigo Lima.

Empresa de fachada

Ainda conforme Fernando Tedd, os irmãos não fazem parte da administração de nenhuma empresa da família tradicional sul-mato-grossense. Contudo, simulavam que as empresas de fachada seriam terceirizadas do grupo empresarial da família. Um dos irmãos foi ouvido pela polícia, e o outro está foragido.

“Pelo que conseguimos saber, eles não fazem parte da administração de nenhuma dessas empresas do grupo, e acabaram criando essa situação falsa de investimentos para angariar dinheiro. São dois irmãos que administram essa associação criminosa. Um deles está sendo ouvido agora, não tinha mandado de prisão contra ele. O outro irmão tinha mandado de prisão, mas não foi localizado. A partir desse momento, ele é considerado foragido”, detalhou o delegado da Deic.

“Era investimento como se tivesse aplicando dinheiro nessas empresas de fachada, que seriam terceirizadas do grupo empresarial, e seriam investimentos com um retorno financeiro elevado. […] Por enquanto, está sendo apurado estelionato comum e fraude eletrônica”, acrescentou Fernando.

A primeira fase da operação foi deflagrada em condomínios de alto padrão no município de Rio Preto. Lá, um homem foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo.

Já a segunda fase, deflagrada nesta quarta (28), cumpriu mandados de busca e apreensão em dois condomínios residenciais no bairro Carandá Bosque, região nobre de Campo Grande. Durante as buscas, foram apreendidas diversas pedras preciosas, uma caminhonete RAM, um aparelho celular e um relógio de luxo.

A quadrilha especializada começou a ser investigada em abril de 2025, quando foi identificado um esquema de atrair empresários para compra de cotas de empresas de fachada. Os criminosos prometiam lucros elevados e um suposto vínculo com um grande grupo do setor de gás e energia chefiado por uma tradicional família sul-mato-grossense, e as vítimas sofreram prejuízos milionários.

Durante a Operação Castelo de Cartas, a Polícia Civil de São Paulo apreendeu mais de R$ 250 mil em dinheiro, cheques e notas promissórias que somam mais de R$ 1,5 milhão.

Além do dinheiro, foram apreendidos dez veículos de luxo, quatro armas de fogo, dois iPhones de última geração, cartões de banco, máquinas de cartão e grande quantidade de documentos.

*Matéria editada às 10h, para acréscimo de informações.

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