8 de maio de 2026

Intolerância religiosa: pai e filho são assassinados a tiros: mãe relata desespero

“Filho, não deixa a mãe”: mãe relata desespero após marido e adolescente serem assassinados em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba.
A noite do último sábado (6) terminou em tragédia para uma família de São José dos Pinhais. Claudecir Costa Lima, de 52 anos, e o filho Felipe Willyan Cardoso, de 17, foram mortos a tiros em frente à casa onde moravam, na área rural do município. O crime brutal foi registrado por câmera de segurança e chocou a comunidade local.
A esposa e mãe das vítimas, Rosimari Costa Lima, relatou em entrevista à Ric RECORD os últimos momentos que viveu ao lado dos dois. Ainda abalada, ela descreveu as cenas de desespero que se seguiram aos disparos.
Crime premeditado: suspeito chegou armado após passar o dia treinando tiro
Segundo a Polícia Civil, o autor dos disparos — já identificado, mas ainda foragido — teria passado o dia praticando tiro ao alvo. À noite, ele dirigiu um caminhão até a casa da família, chamou no portão e, em seguida, voltou ao veículo para pegar uma espingarda. Quando Claudecir saiu para ver quem estava ali, o suspeito atirou à queima-roupa.
Ao ouvir o barulho, o adolescente Felipe foi até uma das janelas para tentar entender o que havia acontecido. Ele foi atingido na cabeça e caiu dentro da sala. Rosimari conta que, num primeiro momento, não percebeu que o filho havia levado um tiro.
“Eu falava: filho, pelo amor de Deus, não deixa a mãe”
Em sua fala emocionada, Rosimari reviveu os minutos entre o desespero e a constatação de que perderia o marido e o filho quase ao mesmo tempo.
“Quando eu agarrei ele [Felipe], percebi que ele não tinha forças, mas não tinha visto o tiro. Ele foi andando comigo até o quarto da minha filha, mas cambaleando. Quando vi, a camiseta dele estava cheia de sangue. Eu gritava: ‘Filho, pelo amor de Deus, não deixa a mãe’. Fiquei com ele até o final, mas ele foi rápido”, relatou.
Claudecir morreu ainda no quintal. Felipe não resistiu aos ferimentos dentro de casa.
Motivação pode ter sido intolerância religiosa
Logo após o crime, a esposa do suspeito apareceu no portão da residência da família. Rosimari lembra que a pergunta que fez — “Por quê?” — foi respondida de modo que despertou outra dimensão para o caso.
“Ela disse que ele não gostava da gente porque nós éramos crentes”, afirma.
A declaração reforça uma suspeita que a Polícia Civil já estava avaliando.
O delegado Fábio Machado confirmou que trabalha com a hipótese de intolerância religiosa.
“Consta pra gente que eles eram evangélicos, agricultores, pessoas pacíficas. Mas, por algum motivo, o vizinho não gostava deles. Segundo relatos, porque eram crentes”, explicou.
O delegado ainda destacou que o suspeito já havia se envolvido em episódios anteriores: teria matado o cachorro da família e feito diversas ameaças ao longo dos últimos meses.
Fuga e buscas
Após o ataque, o homem fugiu dirigindo o mesmo caminhão usado para chegar ao local. Horas depois, o caminhão e a espingarda foram encontrados abandonados no bairro Umbará, em Curitiba.
O suspeito continua foragido. Quem tiver informações deve acionar a polícia. Ele deve responder por homicídio qualificado, tanto por motivo fútil quanto por impossibilitar a defesa das vítimas.
A comunidade rural onde a família vivia segue abalada pela violência e pela perda de pai e filho, descritos como trabalhadores e queridos pelos vizinhos.
Fonte: São José Notícias

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