Famílias que foram neste sábado (6) ao presídio de segurança máxima, em Campo Grande, disseram que o prédio do estabelecimento estava sem água. A instalação abriga em torno de 2,5 mil detentos. Em contato com a redação do Jornal Midiamax, a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul) informou que o rompimento de canos deixou o local sem o fornecimento de água.
O problema foi confirmado pela Agepen, que informou que operários da construção civil trabalharam ontem à noite para retomar o fornecimento de água.
Ocorre que neste sábado, pela manhã, o presídio ficou, de novo, sem água.
Hoje é dia de visita de famílias com crianças, que vão até lá para ver os pais. Uma denunciante disse, ainda, que, além da falta de água no presídio todo, o problema seria maior numa das alas conhecidas como RDD.
O RDD (Regime Disciplinar Diferenciado) é um regime prisional especial e mais severo, com alto grau de isolamento e restrição de contato.
A denunciante disse que o RDD abriga detentos transgressores por período de dois meses, mas agora o castigo alcança até seis meses. “Lá [RDD] nem energia tem, e sempre tá sem água também”.
Até por volta das 10h da manhã deste sábado, trabalhadores da construção tentavam consertar o encanamento de água, informou a Agepen.

