Atuação do presidente da Comissão de Relações Exteriores foi determinante na solução da crise
Sob o título “Os gestos de reaproximação do Paraguai com o Brasil depois do escândalo da Abin”, matéria de destaque na edição de “Veja” da última segunda-feira, 1º, ressaltou os esforços da diplomacia brasileira e do senador Nelsinho Trad (PSD) que resultaram no fim da crise entre os dois países vizinhos.
Segundo a revista, ao declarar oficialmente que estava superado o mal-estar causado pelas notícias sobre uma operação da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) sobre Itaipu, o presidente do Senado paraguaio, Basilio Nuñez, agendou um encontro com o senador agora em dezembro.
A matéria de “Veja” informa que o embaixador paraguaio em Brasília, Juan Angel Delgadillo, foi encontrar-se com Nelsinho Trad, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, para agradecer seu empenho pela normalização das relações entre os países. A informação respalda constatações do texto, que tratam “o encerramento do mal-estar” como águas passadas, informam que o diplomata paraguaio reassumiu o posto em Brasília e o presidente do Senado, Basílio Núñez, prepara uma visita à capital federal em 09 de dezembro.
Destravando
Costurada pelo Itamaraty com apoio efetivo da comissão senatorial brasileira, a reaproximação vai destravar as negociações do Anexo C do tratado de Itaipu, que define a tarifa da energia vendida pela binacional, que seria o objeto da arapongagem brasileira. O Anexo C é o documento que define as bases financeiras e de serviços de eletricidade, o que inclui a fixação das tarifas. É um dos pontos mais importantes do acordo e tem sido objeto de intensas negociações e revisões, especialmente após a quitação da dívida da usina, em 2023.
Nelsinho Trad observa que as tratativas valem bilhões de dólares, o que ajuda a explicar – juntamente com a visita recente do chanceler Mauro Vieira a Assunção – a disposição do Paraguai a dar por encerrada a questão da espionagem. A produção de Itaipu é dividida meio a meio. No entanto, o país vizinho não consome toda a sua parcela. Com isso, dos 50% dos megawatts que pertencem ao Paraguai, cerca de 35% são mandados para o Brasil.
Para o senador sul-mato-grossense, contornar o quadro de tensão, realinhar a parceria e fortalecer as relações afetivas e comerciais constam dos interesses bilaterais recíprocos. “As nossas expectativas econômicas e sociais são agora mais fortes com a Rota Bioceânica. E vice-versa, tanto que tivemos a honra de receber o embaixador Juan Delgadillo”, conta. Na visita, que ocorreu no último dia 25, o embaixador agradeceu o papel do parlamentar na normalização do diálogo entre os dois países.



