7 de maio de 2026

‘Indicar caminhos’: Nelsinho vê em CPI chance de combater rota do tráfico na fronteira de MS

Senador acredita que debate pode indicar caminhos para políticas públicas mais eficazes de combate ao tráfico na fronteira

O Senado instala, nesta terça-feira (4), a CPI do  e, para o senador  (PSD-MS), essa é uma chance de trazer o debate para o problema do tráfico de drogas, armas e contrabando na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai.

A Comissão Parlamentar de Inquérito será instaurada após a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, no , que deixou 121 mortos. O motivo da ação policial foi o combate ao Comando Vermelho, umas das maiores facções criminosas do país, também presente em MS.

É justamente nesse ponto que o parlamentar sul-mato-grossense acredita que o debate na CPI pode buscar soluções para a criminalidade na fronteira, motivada por guerra de facções, além de ser porta de entrada de drogas e armamentos para essas organizações criminosas.

Assim, Nelsinho reforça que “a resposta eficaz passa por investimentos em inteligência e pela modernização estrutural das nossas forças de segurança”.

Presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho ressalta o trabalho que já desempenha no Legislativo: “Trabalho pela articulação entre os entes federados para fortalecer a segurança nas fronteiras, integrando ações das polícias e das Forças Armadas”.

Por fim, o parlamentar acredita que a CPI do Crime Organizado será importante para “reunir informações, entender como essas facções atuam e indicar caminhos para políticas públicas mais eficazes”.

Composição

Com a instalação confirmada para a terça-feira (4), a CPI terá os membros titulares e suplentes definidos no mesmo dia.

Mato Grosso do Sul conta com três senadores, divididos em três legendas. Soraya Thronicke (Podemos), Tereza Cristina (PP) e Nelsinho Trad (PSD). Todos já se manifestaram a favor das investigações.

As bancadas partidárias indicam os nomes para a Comissão. “A composição dessa CPI ainda não está totalmente definida, pois os partidos estão finalizando suas indicações”, lembrou Soraya.

Por fim, a senadora comentou sobre a possibilidade de participação na Comissão. “Caso seja designada, estou pronta para assumir essa missão e contribuir com o enfrentamento ao crime organizado, que tanto ameaça a paz e a segurança dos brasileiros”, finalizou.

CPI do Crime Organizado

A instalação da Comissão foi confirmada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), após operação no Rio de Janeiro em 28 de outubro. A ação policial terminou com mais de 120 mortes e levantou o debate sobre a segurança pública em todo o Brasil.

“É hora de enfrentar esses grupos criminosos com a união de todas as instituições do Estado brasileiro, assegurando a proteção da população diante da violência que ameaça o país”, disse o presidente. Fonte: Midiamax

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