Um homem de 25 anos procurou a polícia e disse que, ao aceitar uma corrida com valor combinado de R$ 40, com destino ao Indubrasil, acabou sendo levado por um criminoso de Campo Grande até a Bolívia, onde teve o carro, um HB20 Hatch preto, roubado.
A vítima relatou no boletim de ocorrência que, na madrugada de sexta-feira (31), estava em um posto de gasolina quando foi abordada por um cidadão que perguntou se ele era “Uber”.
Ao responder que sim, combinaram uma corrida fora do aplicativo, com destino ao Indubrasil, pelo valor de R$ 40. O passageiro embarcou no banco traseiro, e o motorista seguiu o trajeto.
No Indubrasil, o passageiro sacou um objeto e encostou na nuca da vítima, anunciando o assalto. Ele pegou o dinheiro, o cartão de crédito e o celular do motorista.
Segundo o relato, o criminoso desceu do carro e entrou no banco dianteiro do carona, sempre aparentando segurar uma arma por baixo das roupas, apontada para o trabalhador.
Nesse momento, ordenou que a vítima seguisse em direção a Corumbá. O motorista passou pelos municípios de Anastácio e Miranda. Ao passar por um posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), observou que os agentes fiscalizavam um Fiat Palio Weekend de cor verde escura. Nesse ponto, ele disse ao criminoso que estava com sono.
Os dois trocaram de lugar, e o criminoso assumiu a direção. Seguiram o percurso sem levantar suspeitas, passando pela ponte da Polícia Militar Ambiental (PMA), na entrada de Corumbá. Já próximo à fronteira, a vítima voltou a dirigir o carro e acabou atravessando para o lado boliviano.
Na Bolívia, o criminoso mandou o motorista descer do veículo e fugiu com o carro. Em território boliviano, a vítima pediu carona a um motociclista, que o levou até a fronteira. De lá, ele conseguiu atravessar de volta para o Brasil.
Saga
Na Cidade Branca, o motorista pegou um táxi até a Delegacia de Atendimento à Mulher. Para pagar a corrida, pedia o telefone de pessoas emprestado para falar com a esposa pelas redes sociais, e ela fazia as transferências do dinheiro.
Na delegacia, recebeu a orientação de registrar o caso em outra unidade. Ao chegar lá, foi informado de que deveria fazer o boletim em Campo Grande, onde o roubo havia ocorrido.
Depois disso, seguiu para a rodoviária de Corumbá, onde a esposa pagou a passagem de ônibus transferindo o valor ao funcionário da empresa por volta das 16h.
Ele chegou à meia-noite de sábado (1°) a Campo Grande e procurou a delegacia. Disse que o carro é alugado, tem seguro e afirmou não entender por que o bloqueio do veículo não foi acionado ao cruzar a fronteira.
O caso foi registrado como roubo majorado pela restrição de liberdade da vítima.
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