O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) denunciou 23 pessoas por envolvimento em um esquema de corrupção e estelionato que manipulava leituras de consumo de energia elétrica em Campo Grande. A investigação, conduzida pela 30ª Promotoria de Justiça, revelou que um funcionário terceirizado da concessionária de energia recebia propinas para reduzir ilegalmente os valores das faturas de consumidores.
As apurações apontam que o leiturista chegava a obter cerca de R$ 8 mil mensais com os pagamentos ilícitos. O esquema veio à tona após a prisão em flagrante de dois envolvidos. Ao todo, 32 pessoas foram indiciadas, das quais 14 confessaram a participação no crime.
Os valores das propinas variavam entre R$ 50 e R$ 1.300, quitados em dinheiro, refeições ou prestação de serviços.
Paralelamente, 23 envolvidos foram formalmente denunciados pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e estelionato. Na denúncia, o Ministério Público cobra indenização mínima de R$ 20 mil ao erário, além da suspensão dos direitos políticos e a perda de eventual função pública dos condenados. O processo foi desmembrado em três ações penais distintas para otimizar o andamento judicial.
Para outros 18 investigados, foi solicitado o arquivamento do inquérito por falta de indícios suficientes, com a ressalva de que o caso pode ser reaberto se surgirem novas provas.


