10 de dezembro de 2025

Para fugir de processo judicial, vinícola assume obrigações por desmatar vegetação nativa

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e a vinícola gourmet Terroir Pantanal, do distrito de Camisão, no município de Aquidauana, assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), o qual o imóvel assume as obrigações legais por desmatar 1,82 hectares em área declarada como Remanescente de Vegetação Nativa, sem a devida autorização do órgão ambiental.

Com a assinatura do TAC, Gilmar França dos Santos, o responsável pela vinícola, assume a obrigação de recompor os danos, bem como o dever de evitar a ocorrência de danos futuros ao meio ambiente.

Além disso, a Terroir Pantanal se compromete a apresentar, no prazo de 60 dias a partir da assinatura do termo, um Plano de Recuperação de Área Degradada – PRADE, devidamente protocolado no Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (IMASUL).

Em relação a indenização ambiental, o proprietário compromete-se a doar a quantia de R$ 992,74 para o Comitê Interinstitucional de Segurança Pública de Aquidauana, cujo pagamento deve ser efetuado ate o dia dez de novembro.

O TAC tem o objetivo de resolver conflitos de forma extrajudicial, reparando o dano causado e garantindo que a irregularidade não continue, tudo isso de maneira mais rápida e flexível que um processo judicial.

Inquérito civil
Apesar da Terroir Pantanal ter autorização ambiental referente a corte de árvores nativas isoladas, o desmate ocorreu fora das áreas licenciadas. Em março deste ano, o MP abriu um inquérito civil para apurar o desmatamento de áreas declaradas como Remanescente de Vegetação Nativa.

O documento foi resultado do mapeamento  via imagem de satélite, através do Programa DNA Ambiental, no período entre novembro-dezembro de 2022, quando houve 1,42 hectares desmatados; e entre fevereiro-março de 2023, quando 0,40 ha foram degradados ilegalmente. Como apresentado em imagens do laudo técnico:

Área de 1,42 hectares desmatados

Área de 0,40 hectares desmatados

Araras e rojões
Em junho de 2024, a vinícola Terroir Pantanal esteve envolvida em um outro episódio, quando foi alvo de uma denúncia grave: a de usar rojões para afugentar araras azuis das parreiras das uvas cultivadas no local.

Um funcionário da vinícola disse que a técnica era usada para evitar os prejuízos causados pelas araras.

“O prejuízo é grande. O povo acha que a gente está perturbando eles porque a gente quer. A gente não quer é perder o investimento, para a gente investir e a arara pegar e comer”

Por causa dos disparos de fogos, que começaram com rojões de 12 tiros e depois passaram para rojões de 1 tiro a cada dois minutos, os vizinhos do misto de restaurante gourmet com vinícola queixaram-se ao proprietário.

A vinícola em questão é um projeto de vinícola gourmet que se prepara para produzir seus primeiros vinhos com certificado de origem. Por enquanto, é um destino gastronômico onde as pessoas têm experiências de beber vinhos, comer pratos finos, em um espaço instagramável com a serra de Maracaju ao fundo, que passa pelo distrito de Camisão.

Leia mais em: https://correiodoestado.com.br/cidades/para-fugir-de-processo-judicial-vinicola-assume-obrigacoes-por/455917/

Populares da Semana

Após furto de carga de R$ 2 milhões em frente à PF, operação contra contrabando de cigarro é deflagrada em MS

A Polícia Federal deflagrou na manhã dessa terça-feira (2), operação Audacius...

Vereador Paulão: “sigo firme como pré-candidato a prefeito”

O presidente da Câmara Municipal de Mundo Novo, vereador...

Beneficiários de programas sociais do Governo podem ter desconto na conta de luz; saiba como

Muitos beneficiários de programas geridos pelo Governo do Estado,...

Eldorado conclui asfalto nos Bairros Cerâmica e Spartaco Astolphi

Em Eldorado a parceria entre o Governo do MS...

Prefeitura de Eldorado realiza abertura oficial do Agosto Lilás

Na manhã desta segunda-feira (12), às 10h, na Prefeitura...

Artigos Relacionados

Categorias Populares