7 de maio de 2026

Guerra comercial de Trump ameaça propano, uma das principais exportações de energia dos EUA

As tarifas anunciadas pelo presidente americano Donald Trump estão desafiando um dos maiores sucessos de  dos Estados Unidos na última década: o comércio de propano com a . A enxurrada de impostos de importação entre os dois países tornou o propano americano proibitivamente caro para as usinas que surgiram na China para transformá-lo em um ingrediente-chave para o plástico.

Os preços do propano nos Estados Unidos caíram cerca de 15% e as tarifas para os navios-tanque especializados que transportam o combustível através dos oceanos sofreram uma forte queda desde que Trump lançou uma enxurrada de tarifas no início deste mês. Seu principal alvo passou a ser a China, sobre a qual impôs tarifas de 145%. A China respondeu com tarifas de 125% sobre as importações dos Estados Unidos, incluindo o propano.

De quase zero há uma década, o propano se tornou um dos principais produtos vendidos pelos Estados Unidos para a China, juntamente com  e eletrônicos. No ano passado, a China comprou quase 18% de todo o propano exportado pelos americanos, atrás apenas do Japão.

Parte desse valor foi para aquecimento e cozinha. Mas a maior parcela foi destinada a usinas de desidrogenação de propano, que produzem propileno para uso em produtos como carpetes, para-choques de carros, baldes, garrafas de água, óculos, embalagens para alimentos, sacolas de supermercado, colchões e meias.

O imposto de importação recíproco da China torna o propano dos Estados Unidos profundamente antieconômico para suas usinas de propileno, afirmam analistas e consultores comerciais. Isso sem considerar o efeito que as tarifas americanas podem ter sobre a demanda por produtos plásticos que a China fabrica com propano americano e envia de volta.

Na última vez em que a China se relacionou com Trump em questões comerciais, em 2018, o país parou de importar propano dos EUA e recorreu a outros fornecedores. No entanto, seu estoque de usinas de fabricação do produto aumentou desde então. Não há outro fornecedor com capacidade para suprir a fatia de 60% do consumo chinês que as importações americanas representam, disse Julian Renton, da empresa de dados de energia East Daley Analytics.

“A China não pode substituir o propano dos EUA e os EUA não podem substituir a demanda chinesa por propano”, diz Renton. “Esses dois mercados estão interligados e não poderão se desvincular.”

O Departamento de Energia dos EUA afirmou na semana passada que espera que parte dos cerca de 400 mil barris por dia que a China importa de fornecedores americanos encontre novos compradores. Mas isso não será suficiente para impedir o acúmulo de propano no centro de comércio de exportação em Mont Belvieu, no Estado do Texas, e para evitar que os preços caiam. Fonte: Midiamax

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