7 de maio de 2026

Advogado de Beira-Mar é suspeito de fogo no Pantanal

Total da área queimada em todas as 11 propriedades investigadas é equivalente a quase 700 campos de futebol

Por meio da regressão de imagens de satélite, equipe de tecnologia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) conseguiu identificar até agora 11 fazendas localizadas no Pantanal de Corumbá onde queimadas não autorizadas podem ter originado incêndios de grandes proporções, que devastam o bioma já no início do período de seca.

Nesta quarta-feira (3), o órgão oficializou que inquéritos civis foram abertos para investigar individualmente a origem do fogo. Um dos fazendeiros alvos é um dos advogados do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, Gustavo Battaglin. A que ele administra é a Fazenda Asturias, propriedade que teve maior área queimada de acordo com as imagens obtidas pelo MPMS. A reportagem tentou contato para ouvi-lo, mas não teve resposta até o fechamento desta matéria.

A área total queimada, conforme a apuração, totaliza 498 hectares. Se convertida em campos de futebol, ela equivale a cerca de 700.

Conforme a ordem na tabela acima, elas pertencem a: AIP & LVP Holding e Participações EIRELI e outro; Decio Sandoval de Moraes; Rubens Vedovato de Albres; Felizardo do Carmo e Antar Mohammed; José Romero e Jose Aranda; Agrícola, Ambiental, Florestal e Geotécnica Ltda e Marchetto Empreendimentos Ltda; Luiz Gustavo Battaglin Maciel; proprietário não identificado ainda, já que não tem registro no CAR (Cadastro Ambiental Rural); Teresa Cristina Ribeiro Ralston Botelho Bracher; Decio Sandoval de Moraes (novamente); e Ricardo Augusto de Souza e Silva.

Os proprietários terão 10 dias úteis para se manifestar sobre as investigações, a partir da data de notificação.

Quanto queimou – Em todo o Pantanal, já são mais de 700 mil hectares atingidos por incêndios este ano. A área já é próxima da que queimou o ano todo de 2023: cerca de 900 mil hectares. Os dados são do Lasa (Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais) da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Brigadistas de Mato Grosso do Sul e enviados de outros estados pelo Governo Federal, atuam neste momento nos pontos que pegam fogo.

De acordo com o que identificou a equipe BDQueimadas do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), 95% dos incêndios que atingiram o bioma este ano tiveram origem em propriedades particulares. A minoria começou em parques estaduais de preservação e terra indígena. – CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

 

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