7 de maio de 2026

Preocupação com fogos de artifício faz ‘pais de pet’ virarem o ano em casa: ‘É um sofrimento’

O que é festa para uns, é preocupação para outros. ‘Pais de pet’ deixam de comemorar a virada de ano em festas para acalmar os animais durante a queima de fogos de artifício.

Em , tutores se adaptam de diversas formas para garantir um ambiente seguro para a noite mais temida do ano. Desde 2021, a Capital tem lei que proíbe a queima de fogos com barulho.

Ou seja, apenas fogos silenciosos são permitidos na capital de Mato Grosso do Sul. No entanto, é comum ouvir ‘estouros’ durante a virada de ano.

Para a consultora de vendas, Maila Lopes, a noite de ano novo é um desafio. “Aqui em casa eu e a Alaska estamos em desespero já. Ela tem 9 anos, e fica desesperada, se machuca inteira, corta a boca. É sempre um horror”, lamentou.

A tutora lembra que em anos anteriores, Alaska já machucou a boca, se cortou e até perdeu dentes na hora do desespero. A situação faz Maila optar por passar a virada de ano em casa. “Não dá pra sair, tem que ficar com ela cuidando. Eu coloco música, coloco tampão nos ouvidos dela, mas não funciona”, disse.

Alaska foi adotada pela consultora há três anos, mas desde sempre sofre com os fogos. “Ela sempre fica em completo transtorno, e eu morrendo de medo de ela ter um ataque cardíaco, dito que já é idosa e já sofre com problemas no coração”, destacou.

Maila afirmou que “não dá para festejar, é um dia de preocupação”. A arquiteta Hannamy Badin Lua, tutora do Max, compartilha do mesmo sentimento.

“Fico bem preocupada de deixar eles sozinhos. Eu dou bastante carinho e tento deixar eles dentro de casa, brincando e distraindo eles. Os 15 primeiros minutos da virada são sempre os piores”, disse a arquiteta.

Preparação para a virada

Enquanto maior parte das famílias prepara a ceia de ano novo e bebidas, os ‘pais de pet’ adaptam as casas para tornar o ambiente mais seguro. Quem também ficará em casa é a professora Deisy Lopes, que planejou uma série de medidas para proteger o Baby e a Dora.

Os cachorros possuem seis anos e ficam agitados durante a queima de fogos. “Estamos reforçando as portinhas externas, porque eles morrem de medo de fogos e ficam ‘doidos’ quando tem, aí tentam a todo custo entrar em casa ou locais apertados”, explicou.

Deisy já usou as técnicas para acalmar os cachorros durante o . “Os meus eu fiquei com eles nos fogos do Natal tampando as orelhinhas, porque pareciam que iriam infartar”, relatou.

Érica Alexandra disse que passa a virada de ano em casa apenas pelos cachorros. Tutora da Lilly, de 8 anos, e o Flocos, de três anos, a autônoma também tenta alternativas para acalmar os cachorros.

“Odeio essas datas comemorativas, os animais sofrem muito. Já tentamos tapar os ouvidos, a amarração com lençol, mas não adianta por aqui. Acalmamos eles estando no colo o tempo todo, sentamos com eles no chão e fico conversando para acalmar”, explicou.

Para ela, ‘festar’ também não é uma opção e até viagem em família ficou de lado. “Às vezes eu fico sem viajar, meus pais viajam e eu fico em casa para cuidar deles. Nunca deixo sozinhos, fico o tempo todo tentando acalmar”.

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