26 de setembro de 2026

Jovem mente sobre sequestro de recém-nascido em hospital e vai responder por crime

Jovem de 21 anos foi indiciada por denunciação caluniosa após acusar médico ginecologista do  Universitário Maria Aparecida Pedrossian, e uma amiga, de terem sequestrado seu filho recém-nascido no último dia 15 de dezembro, em Campo Grande.

De acordo com a jovem, ela teria dado entrada nesta data no HU, em trabalho de parto, mas teria sido informada que seu bebê nasceu sem vida. Às autoridades, ela afirmou que o corpo da  foi cremado e que lhe foi entregue uma Certidão de Óbito, onde constava o nome da criança. A jovem teria sido liberada no mesmo dia do parto.

Entretanto, ela teria suspeitado que seu filho não estaria morto e que o haviam sequestrado, acusando um médico do hospital e uma terceira pessoa, que seria sua amiga. A comunicante narrou uma história detalhada do dia do parto e da conspiração por ela suspeitada, o que levou a Polícia Civil a investigar o caso.

Narrativa caluniosa

De acordo com o Delegado Titular da DEPCA (Delegacia Especializada de  à Criança e ao Adolescente) Pablo Gabriel Farias da Silva, a história é “rica de detalhes”, mas apresenta vários furos. “Ela apresentou diversos exames e documentos falsos, que foram encaminhados para a perícia, mas que já podemos falar que não condizem com a verdade. No dia do parto, por exemplo, que ela afirma ter sido atendida no HU, não teve nenhuma entrada no hospital em seu nome, nem em nenhuma ambulância. Mesmo assim, a família dela foi buscá-la lá na frente”, explicou à reportagem do jornal Midiamax.

No decorrer das investigações, foi comprovado que a comunicante sequer estava grávida e que teria inventado toda a história. “O médico que ela acusou, por exemplo, é ginecologista – e não obstetra. Ela disse que ele teria feito o seu parto, mas isso não é possível, já que essa não é sua especialidade. Além disso, alguns dos exames que ela apresentou mostram dosagem hormonal muito baixa, o que indica que ela não estava grávida”, disse o Delegado.

Ela foi indiciada pelo delito de denunciação caluniosa, que pode gerar pena máxima de 8 anos de detenção.

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