25 de setembro de 2026

Guarda investiga caso de assédio sexual contra alunas durante curso de formação

A Corregedoria-Geral da Sesdes (Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social) abriu sindicância investigativa para apurar uma denúncia de assédio sexual envolvendo três guardas civis metropolitanos, instrutores do curso de formação. A denúncia chegou à pasta através do MP (Ministério Público).

Informações apuradas pela reportagem do Campo Grande News são de que constam na denúncia membros da cúpula da Guarda, como um chefe de base da GCM (chefe de região), um subcomandante e um guarda que atua como segurança da prefeita da Capital, Adriane Lopes (Patriota).

O caso começou a ser investigado no dia 27 de setembro quando um candidato/aluno procurou a Sesdes para reclamar de estar sendo prejudicado, pois um instrutor estaria “pegando leve” com outra aluna, sem muita cobrança, inclusive dando carona a ela depois das aulas.

As alunas envolvidas no episódio procuraram a Câmara Municipal e o Ministério Público. Elas revelaram que algumas, inclusive, foram obrigadas a “ficar” com os instrutores, em troca de notas no curso.

“(…) a Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social determinou, por recomendação em Sindicância Investigativa, a instauração de Processo Administrativo Disciplinar, suposta conduta irregular de Guardas Civis Metropolitanos, enquanto instrutores escalados para lecionar no curso de formação da GCM, contra as candidatas do curso técnico de formação”, diz documento do MP.

Em nota, a Sesdes explicou que recebeu denúncia no dia 27 de setembro deste ano por parte de um dos alunos que alegou se sentir prejudicado porque um instrutor estaria beneficiando uma das candidatas “pegando leve na instrução”. Com isso, foi instaurado um Processo de Sindicância Investigativa para apurar a “eventual transgressão disciplinar”.

A Comissão Investigativa então concluiu que há fortes indícios de conduta inapropriada por parte de alguns instrutores do curso de formação para o concurso da Guarda Civil Metropolitana, recomendando assim a abertura do Processo Administrativo Disciplinar, o que foi acatado pela secretaria.

Por esse motivo, os guardas foram afastados do curso de formação, mas continuam atuando internamente. A abertura da sindicância foi publicada em Diário Oficial do Município, no dia 11 de novembro.

“A Guarda Civil Metropolitana, não coaduna com práticas de assédios morais ou sexuais advindas de seus servidores em especial daqueles designados para serem instrutores do curso de formação”, finaliza a nota. – CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

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