Moradora do condomínio localizado no Bairro Aero Rancho, onde José Felipe Ferreira, de 3 anos e 11 meses foi encontrado morto, contou que o portão do residencial sempre fica aberto e acredita que o acidente era ‘fatalidade anunciada’.
Clemilda Vieira Dutra tem um filho especial de 16 anos, que já fugiu diversas vezes e relata sobre a falta de segurança do prédio, que não tem porteiro, como um dos agravantes para tragédia. José Felipe foi encontrado por equipe do Corpo de Bombeiros, caído em um sumidouro no condomínio localizado na Avenida Thyrson de Almeida.
“Era uma fatalidade anunciada, espero que não tenha que morrer outra criança para tomar providências”, cita. Segundo ela, os moradores não são ouvidos em suas reivindicações. “Nos sentimos abandonados”. Os condôminos tiveram de comprar placa para proibir entrada.
Menino procurava pipa
Conforme as primeiras informações, a criança estaria procurando uma pipa quando caiu no local, que é de difícil acesso. Há placas de alerta de perigo no local. Segundo moradores, desde que o menino desapareceu as buscas não pararam.
Tenente Alencar, do Corpo de Bombeiros, disse o poço onde o menino foi encontrado tem em média 1,5 metro. O pai contou que o portão estava aberto.
Antes, a mãe do menino informou o sumiço, dizendo que ele estava brincando com outras crianças no chamado quintal coletivo, do condomínio.
Ao iniciar a procura pelo filho, a mãe percebeu que o portão do condomínio estava aberto. Ela acreditava que seu filho, que sempre passeava com ela pelas ruas próximas, poderia ter saído da área do condomínio.