20 de janeiro de 2026

Costura entre partidos pode fazer com que candidaturas ao governo caiam para três

A disputa pelo governo de Mato Grosso do Sul em 2022, ao menos pelo cenário mostrado até agora, pode ter a metade de candidatos se comparado com o pleito de quatro anos atrás, em 2018, quando Reinaldo Azambuja, do PSDB, reelegeu-se governador. Em uma conta simples, pode-se dizer que o número de candidatos pode cair de seis para apenas três.

Concorreram ao governo na eleição passada Humberto Amaducci, do PT; João Alfredo, do Psol; Odilon de Oliveira, do PDT; Junior Mochi, do MDB; Marcelo Bluma, do PV; e o reeleito Azambuja.

O PDT já anunciou que o partido não concorre ao governo em outubro. A legenda avisou que deve apoiar a candidatura do PSDB e priorizar o sistema proporcional, ou seja, depositar as atenções na disputa por vagas estaduais da Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.

Em novembro passado, o Psol anunciou a intenção de lançar candidatura ao governo, mas, até então, não tinha definido o nome de um candidato. 

Um dos integrantes da legenda informou ao Correio do Estado que a sigla debateria a eleição, já com planos de indicar uma pré-candidatura até o fim deste mês.

No entanto, informou a fonte, há a possibilidade de o partido também optar somente por disputas por vagas de deputado estadual e federal.

O PV, que concorreu ao governo com Marcelo Bluma, em 2018, também pensa em priorizar as vagas na Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados, apoiando um candidato para a majoritária.

O Podemos, até outubro passado, parecia concentrar-se também na disputa proporcional, no entanto, de dezembro para cá, o diretório regional passou a anunciar a intenção de atrair a filiação da deputada federal Rose Modesto, do PSDB, parlamentar que seria a candidata do partido ao governo. 

No entanto, Rose tem sido apontada como a favorita à pré-candidatura ao governo pelo União Brasil, partido que surgiu da fusão do DEM com o PSL. Mas o assunto ainda é debatido somente nos bastidores, e a deputada, além das duas opções, não abandonou a ideia da reeleição – que pode ser até na sigla tucana.

O PSDB, por vontade principalmente de Reinaldo Azambuja, praticamente acertou a candidatura do secretário estadual de Infraestrutura, Eduardo Riedel, nome forte da sigla.

PT e MDB, embora ainda na fase dos acertos políticos, afirmam que os ex-governadores Zeca e André Puccinelli devem disputar o governo novamente. A incógnita maior está do lado do PSD, do prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, que anunciou interessa na disputa, mas avisou que antes de oficializar a disputa deve se submeter a uma consulta popular entre seus correligionários.

O presidente municipal do partido, Antônio Lacerda, disse que se hoje fosse 2 abril (data-limite para o prefeito deixar o mandato) “Marquinhos seria, sim, candidato”.

“Mas, por enquanto, tudo não passa de conjecturas”, afirmou o presidente em entrevista ao Correio do Estado no fim da semana.

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