8 de maio de 2026

‘Só pena máxima vai honrar a memória dele’, diz mãe de Miguel, morto pelo pai em Campo Grande

Mesmo grávida de 9 meses, Thayelle Cristina Bogado, de 23 anos, veio para Campo Grande, nesta quarta-feira (25), para assistir ao julgamento de Evaldo Christyan Dias Zenteno, acusado de matar o próprio filho, Miguel Henrique dos Reis Zenteno, afogado em uma bacia em 2019.

Thayelle disse esperar que a Justiça seja feita e que Evaldo receba a pena máxima para honrar a memória de Miguel. Ela ainda disse que teve a oportunidade de um novo recomeço construindo uma nova família e esperando seu segundo filho, que também é um menino, Ravi.

A jovem lembra do pequeno Miguel dizendo que a criança sempre estava sorrindo, era muito alegre. Quando soube da morte do filho não acreditou e neste momento seu mundo desabou.  “Só acreditei quando vi ele (Miguel) no caixão”, disse Thayelle ao Jornal Midiamax nesta terça-feira (24), quando se preparava para o juri desta quarta (25).

O assistente de acusação, Benedicto Figueredo, disse que o crime foi terrível e que a morte do filho sempre vai estar cravada no coração de Thayelle.

A morte de Miguel

Um dia antes ao crime, que aconteceu em 18 de setembro de 2019, Evaldo pediu o carro emprestado a um amigo, um estudante de 25 anos, que conhecia há cerca de seis meses. Como já tinha emprestado algumas vezes, o rapaz não negou e emprestou o veículo. Evaldo devolveu o carro às 19h30, sendo que pediu ao amigo para deixá-lo no Lago do Amor.

Já na manhã do dia 19 de setembro, Evaldo ligou cedo, por volta das 6h50, e pediu o veículo novamente, dizendo que iria visitar um avô que estava internado. Novamente o amigo emprestou. No horário do almoço, Evaldo e Miguel foram até o local de trabalho do estudante, na região central da Capital, onde almoçaram. O amigo informou, conforme boletim de ocorrência, que não notou comportamento estranho de Evaldo com o filho.

Depoimento de Evaldo

Evaldo prestou depoimento em audiência e disse que viu quando o filho estava se afogando na bacia. Ele contou que no dia do crime teria colocado o filho para tomar banho na bacia, e que ele estava ainda um pouco sonolento, mas mesmo assim deixou o filho na bacia, e foi para a sala mexer no celular. Minutos depois disse ouvir barulhos vindo de onde estava a criança, então, foi até o banheiro e viu o filho se afogando, mas em vez de retirar a criança da bacia voltou para a sala e foi conversar no WhatsApp.

Em depoimento, a mãe de Miguel disse que Evaldo não aceitava o fim do relacionamento e a todo o momento tentava reatar com ela, que era obsessivo e a perseguia. Dias antes da morte de Miguel, a criança havia sido levada até um hospital após ter ‘caído’ da cama. Evaldo chegou a dizer que a versão dada por ele sobre a queda foi inventada, já que, na realidade, na casa estavam com ele outra mulher com seu filho e as crianças brincando quando Miguel caiu da cama.

No dia que o filho foi levado inconsciente para o hospital depois da queda da cama, Evaldo havia pedido para a criança dormir com ele em sua casa, e ela nunca desconfiou que o ex-marido pudesse fazer algo contra o seu filho.

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