Dos 862 óbitos registrados, menos de 14% foram registrados por pessoas vacinadas contra a Covid-19 no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) neste ano.
De acordo com o levantamento no qual o Correio do Estado teve acesso, das 862 mortes registradas no ano, 29 foram de pessoas totalmente vacinadas, o equivalente a 3%.
Ainda conforme o levantamento, das vítimas fatais registradas no Hospital, 10% receberam pelo menos uma dose do imunizante, o que corresponde a 82 pessoas. Para o médico infectologista André Barbosa, os números comprovam a efetivação da vacina para conter a pandemia.
“A vacinação é o único caminho para vencermos a pandemia, esse levantamento reafirma a importância do imunizante, os números poderiam ser piores. Qualquer vacina disponível para a população passa por vários testes e fases, sendo essencial para o controle de internações e óbitos”, explicou ao Correio do Estado.
Mato Grosso do Sul já aplicou 1.631.837 doses. Por volta de 41,32% dos moradores já foram contemplados com a primeira etapa de vacinação. Em relação aos imunizados, 17,31% dos sul-mato-grossenses já estão protegidos contra o coronavírus.
Três imunizantes estão sendo aplicados no Estado, sendo eles Pfizer-BioNTech, AstraZeneca-Oxford-Fiocruz e Coronavac-Sinovac-Butantan.
Ainda sim, mesmo com o avanço na imunização, o infectologista faz um alerta às pessoas que ainda não tomaram a segunda dose.
“É essencial completar o ciclo vacinal, pois a imunidade contra o coronavírus só fica completa após a aplicação da segunda dose, é necessário ter o reforço. A segunda dose fará com que a produção de anticorpos seja melhor ainda e nos deixe imune por mais tempo”, explicou ao Correio do Estado.
Conforme dados da prefeitura da Capital, 41.46% da população já recebeu a primeira dose do imunizante e 18.69%, a segunda. Outros 0.59%, equivalente a 5.312 pessoas, tomaram a dose única da Janssen.
“A decisão de se vacinar não é individual, e sim, coletiva. Quando deixamos de nos imunizar, colocamos em risco a nossa saúde e também a saúde das pessoas que nos cercam, seja em casa ou em nosso trabalho. A vacinação é um processo de proteção coletiva, e a gente só vai estar seguro com um maior número de pessoas vacinadas”, alegou o especialista.

