Com medo de perder bens, detetive de MS começou a arquitetar morte da mulher há 4 meses

O assassinato de Zuleide Teles da Rocha, de 57 anos, no último sábado (22) em Dourados, começou a ser planejado há mais de quatro meses, segundo relatos do detetive Givaldo Ferreira Santos, de 62 anos, preso na noite de ontem por agentes do SIG (Setor de Investigação Geral), que desvendaram o crime em menos de 72 horas.

Em depoimento na noite desta terça-feira (22) ao delegado Erasmo Cubas do Setor de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil de Dourados, o detetive Givaldo Ferreira dos Santos de 62 anos, disse que não teve coragem para matar e por isso teria pedido a ajuda de outras pessoas.

O motivo alegado para Givaldo encomendar a morte da mulher, com quem vivia há 15 anos, é que segundo ele, Zuleide estava ameaçando colocá-lo para fora de casa e que há três anos o casal vivia apenas de aparências e que eles já tinham conversado sobre a separação. Este é o segundo casamento do detetive que era bastante conhecido na cidade

Ainda de acordo com informações prestadas pelo detetive particular, o patrimônio do casal gira em torno de mais de R$ 2 milhões, incluindo casas, veículos e até uma pequena propriedade rural. Tudo estava no nome de Zuleide e entendimento do marido entendimento, se houvesse a separação, não sobraria nada para ele.

Informações até agora apuradas também revelam que antes de ser executada com um tiro nas proximidades do ouvido, por Willian Ferreira dos Santos, de 25 anos, preso na rodoviária de Jaciara, em Mato Grosso, Zuleide teria implorado para continuar viva.

Após o assassinato, o carro do detetive foi abandonado em Laguna Carapã, de lá os criminosos chamaram um motorista de aplicativo e retornaram para Dourados. No trabalho de perícia surgiram as primeiras provas, entre elas um bilhete com anotações do telefone de Sueli da Silva, de 56 anos, que seria mãe de santo e conselheira espiritual de Givaldo.

Segundo as investigações, foi ela quem fez a ligação e atraiu Zuleide para a emboscada arquitetada por Givaldo. Apesar de quatro pessoas já estarem presas, diante das circunstâncias do crime, não está descartado o envolvimento de outras pessoas.

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