Efeito do novo decreto deve aparecer daqui a 14 dias

Medidas restritivas instituídas pelo governo do Estado ontem, para avanço da pandemia, terá efeito em 14 dias. Segundo a infectologista Mariana Croda, Mato Grosso do Sul ainda não atingiu o pico da terceira onda e haverá piora de casos e internações nos próximos dias.

Croda explica que o decreto pode diminuir a pressão nos serviços de saúde do Estado, pois está presente a circulação de pessoas e atinge diretamente como aglomerações.

 “É inadmissível neste período a gente ter boates abertas, como a gente viveu e viu em vídeo dessa semana de locais fechados durante o período noturno com uma grande aglomeração de pessoas”.  

A infectologistas destaca que o impacto das novas medidas será visto em duas semanas, quando as pessoas que já estiverem infectadas não estarão mais transmitindo. “Pelo menos, a gente tirando esses eventos, a gente consegue diminuir. Mas só vamos ver esse impacto daqui a 14 dias ”.

De acordo com a Croda, o Estado ainda não atingiu o pico da nova onda de casos, mortes e internações e a situação pode ter um piora nos próximos dias. 

“Nós já temos uma grande pressão no sistema de saúde, o problema é o que está ocorrendo nas quatro regiões simultaneamente. Diferente da primeira onda que a gente viveu em regiões diferentes, e agora a gente tem toda essa pressão em cima dos serviços de saúde ”.

O infectologista Julio Croda relata que as medidas são importantes para evitar aglomerações, visto que se baseia em medidas já adotadas por outros estados e se baseia principalmente no toque de recolher.

O governo do Estado publicou o decreto que impõe o toque de recolher das 20h às 5h em todo o território sul-mato-grossense. A medida vale a partir de domingo (14) e terá vigência de 14 dias, ou seja, até 27 de março. Durante o período, funcionou somente serviços de saúde, transporte, alimentação por meio de entrega, farmácias e drogarias, funerárias, postos de gasolina e indústrias.

As polícias Civil e Militar, além do Corpo de Bombeiros, devem ajudar na fiscalização do toque de recolher.

O infectologista, Julio Croda, afirma que o decreto estadual é importante para evitar aglomerações. Entretanto, não vai resolver o problema de falta de leitos e do colapso na saúde. 

“De alguma forma permanente aglomeração, participação a transmissão, mas não resolve. A gente chegou em um momento de 100% de lotação, o decreto é positivo porque esteve na transmissão, mas não resolve ”.

Ele destaca que Campo Grande e Dourados são os municípios com maior número de casos do Estado e, por isso, estuda adotar medidas mais restritivas. 

“Campo Grande representa 41% de todos os casos. A transmissão acontece mais nessas cidades, e o colapso nos leitos também ocorrem. A prefeitura deve mais restritivas do que está no decreto ”.

Croda afirma que a decisão do Estado foi correta, para alertar a população e diminuir a transmissão, mas poderia ter menos exceções quanto aos serviços essenciais. 

No decreto é a página que no período do toque de recolher funcionar somente os serviços de saúde, transporte, alimentação por meio de entrega, farmácias e drogarias, funerárias, postos de gasolinas e indústrias. No entanto, para fazer o horário, 63 tipos de atividades essenciais funcionam com 50% da capacidade total.

“Pelo menos, as duas cidades estudadas adotar o lockdown, mas lockdown real. Quando você não consegue atingir uma taxa de 70% de isolamento, não é um bloqueio de verdade ”, explicou Croda.  

PANORAMA

As medidas restritivas foram instituídas como uma forma de conter a contaminação do novo coronavírus, que registra alta de casos, mortes e registros diários de internações. Mato Grosso do Sul já soma 190.392 casos confirmados de Covid-19 e 3.516 novas mortes, conforme o boletim epidemiológico apresentado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Em um dia, o Estado notificou 1.237 novos casos da doença. Campo Grande ficou à frente, com 409 novos casos, seguida por Dourados (97), Três Lagoas (88), Naviraí (71), Sidrolândia (64), Corumbá (48), Ponta Porã (43), Paranaíba (30), Costa Rica (26), Maracaju (26), dentre outras.

Dados do boletim apontam que nas últimas 24 horas foram registrados 25 óbitos ea média móvel está em 20,3 óbitos por dia, nos últimos 7 dias, além de a taxa de letalidade ter chegado a 1,8%.

Em relação às internações, MS tem 754 pacientes internados e atinge mais um recorde pelo terceiro dia consecutivo.

O Estado registrou o maior número de pacientes internados desde o início da pandemia de coronavírus. Ao todo, são 754 pessoas hospitalizadas, sendo 419 em leitos clínicos (275 público; 144 privado) e 335 em leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) (253 público; 82 privado).

A ocupação global de leitos de UTI do Sistema Único de Saúde (SUS) na macrorregião de Campo Grande está em 106%; Dourados, 94%; Três Lagoas, 84%; e Corumbá, 58%. De acordo com o sistema Mais Saúde, uma taxa de ocupação dos leitos de UTI exclusivos para Covid-19 no Estado está em 99,76%. Os leitos de UTI gerais estão em 89,41% de ocupação.

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