22 de janeiro de 2026

Maior operação da PF da História desvenda esquema de lavagem de dinheiro do PCC

“Um rico esquema de lavagem de dinheiro”, assim foi definido pelo delegado da Polícia Civil de Minas Gerais Murillo Ribeiro o esquema desmantelado ontem pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), que atingiu a cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa que atua no tráfico de drogas em todo o País.

Em Mato Grosso do Sul, a operação cumpriu 85 mandados de prisão, sendo 51 em cinco presídios do Estado, e 37 mandados de busca e apreensão.

operação de segunda-feira, feita por Polícia Federal, Polícia Civil de Minas Gerais, Departamento Penitenciário Nacional (Depen), entre outros, descobriu que detentos usavam a conta bancária de familiares para lavar o dinheiro do tráfico.

Essa ação foi um desmembramento da Operação Caixa Forte 1, deflagrada no ano passado.

De acordo com o coordenador da operação, Alexsander Castro, na documentação apreendida em 2019, que tinha como objetivo o “Setor do Progresso”, os investigadores descobriram que a facção destinava parte do dinheiro recebido com o tráfico para contas de uma outra área, chamada de “Setor da Ajuda”.

“Um setor dessa organização criminosa que paga uma espécie de mesada ou salários para os seus membros, em especial os membros do alto escalão que estão recolhidos ou estavam escolhidos, alguns deles no Sistema Penitenciário Federal. Nós identificamos as contas e onde estavam sendo feitos esses pagamentos”, explicou Castro.

Esses pagamentos eram feitos por meio de contas de laranjas, que, em sua maioria, eram familiares dos próprios presos.

“Pessoas que não pertencem a essas organizações criminosas, mas que disponibilizavam essas contas para que os pagamentos fossem feitos e ficassem escondidos do sistema, pelo menos na esperança de que ficassem escondidos”.

“Elas passavam despercebidas. Essas pessoas que disponibilizavam as contas respondem por lavagem de dinheiro, estão ocultando dinheiro da facção criminosa para o real beneficiário, que é o faccionado. Entre os investigados, os membros da organização criminosa, há diversos deles que já executaram servidores públicos, membros que já estão no exterior, ou seja, é realmente o alto escalão dessa organização criminosa”, completou o coordenador, ressaltando que muitas delas recebiam parte desse dinheiro depositado como pagamento pelo uso da conta.

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