25 de setembro de 2026

MS e PR assinam convênio para estudo de viabilidade de corredor ferroviário de exportação

Chamado de um acordo histórico pelos dois governadores, Reinaldo Azambuja (MS) e Carlos Roberto Massa Ratinho Junior (PR) assinaram um convênio nesta quarta-feira (19), na sede do Poder Executivo em Mato Grosso do Sul, para contratação do Estudo de Viabilidade Econômica e Ambiental (Evetea) para a construção do Corredor Oeste de Exportação – Nova Ferroeste.

Com projeção estimada de 1.370 quilômetros, o corredor fará a ligação ferroviária de Mato Grosso do Sul ao porto de Paranaguá, no Paraná. A intenção é a construção de uma nova ferrovia entre Maracaju e Cascavel (PR), revitalização do trecho ferroviário de Cascavel a Guarapuava (PR) e construções de uma nova ferrovia entre Guarapuava e Paranaguá (PR) e de um ramal entre Cascavel e Foz do Iguaçu (PR).

O governador paranaense explicou que a intenção é criar esse corredor com investimento privado. O Governo do Paraná já solicitou apoio do Governo Federal ao processo de desestatização da empresa estadual Estrada de Ferro Paraná Oeste (Ferroeste) com o objetivo de atender o setor produtivo dos dois estados, aumentar a eficiência do setor, incrementar as exportações, ampliar o número de empregos diretos e indiretos e melhorar a qualificação dos postos de trabalho.

“Hoje estamos protocolando um grupo de trabalho em conjunto, o time de Mato Grosso do Sul com o time nosso do Paraná, e já assinamos hoje a contratação da empresa que vai fazer o Evetea, que é o estudo de viabilidade técnica que dá o traçado mais adequado, ambientalmente mais correto e que é mais eficiente. Então, essa é a base para que a gente possa preparar a ferrovia Ferroeste e colocar na Bolsa de Valores”, afirmou Ratinho Junior.

Já Reinaldo Azambuja destacou que praticamente 95% da produção de Mato Grosso do Sul é transportada por rodovias, um modal que gera mais gasto com o transporte. “Chega ao porto, mas chega em um custo muito maior do que pelo transporte ferroviário. Quando a gente interliga Mato Grosso do Sul ao Paraná e ao porto de Paranaguá, 1.350 quilômetros de ferrovia, nós damos competitividade aos produtos. A gente se torna mais competitivo, tanto para exportar como nas importações também porque somos importadores, principalmente de fertilizantes e alguns insumos”, disse.

O sul-mato-grossense disse ainda que a nova rodovia irá fazer uma conexão com a Malha Oeste em Maracaju, abrindo um novo canal de escoamento de soja, etanol e outros produtos até o Porto de Paranaguá. “Você diminui o custo de produção, aumenta a competitividade do setor produtivo, amplia a possibilidade de um transporte e cria uma conexão. Por que Maracaju? Porque Maracaju é conexão com a Malha Oeste. Governo Federal vai relicitar a Malha Oeste. Vão fazer uma relicitação de Bauru a Corumbá, com ramal Campo Grande – Maracaju – Ponta Porã. Vamos ter um modal ferroviário interligando os nossos estados com a possibilidade das cargas do Paraná adentrarem a Mato Grosso do Sul e vice-versa. Isso é dinâmico”.

Na quarta-feira (18), Reinaldo Azambuja pediu ao presidente Jair Bolsonaro urgência na revitalização urgente da Malha Oeste e explicou a importância do investimento para a integração da América Latina. “Se nós sairmos daqui, presidente, de Corumbá, o senhor chega a Cochabamba, no país vizinho, com a ferrovia implantada e estabelecida. É possível acessar os portos chilenos, então nós teríamos com a revitalização da Malha Oeste a primeira e viabilizada integração sul-americana de Atlântico e Pacífico e com certeza uma grande capacidade de desenvolvimento social e de geração de oportunidade ao Brasil e, principalmente, ao Centro-oeste brasileiro, tornando nossos produtos competitivos aos mercados internacionais”.

Para evitar aglomerações, o evento desta quarta-feira contou com um sistema de videoconferência com o Palácio Iguaçu, sede do governo paranaense, onde estava o vice-governador Darci Piana, e com Brasília, com a participação de equipe do Governo Federal. Participaram do evento na Sala de Reuniões os secretários Eduardo Riedel (Governo e Gestão Estratégica) e Jaime Teixeira (Semagro) e o assessor de logística Lúcio Lagemann, por Mato Grosso do Sul; o secretário Sandro Alex (Infraestrutura e Logística), e o coordenador do grupo de trabalho do Plano Estadual Ferroviário, Luiz Henrique Fagundes, pelo Paraná.

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