29 de setembro de 2026

Desembargador dá 48 horas para Capitão Contar provar acusações contra Azambuja

O desembargador João Maria Lós deu 48 horas para o deputado estadual Capitão Contar (PSL) apresentando provas das denúncias que fez em suas redes sociais. No dia 2 de maio, o deputado foi ao Twitter, e relatou um suposto superfaturamento na compra de 60 mil cestas básicas pelo governo do Mato Grosso do Sul para a Polícia Federal, Controladoria Geral da União, Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual e Tribunal de Contas.  

O desembargador atendeu a um pedido do governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), que move o processo de calúnia contra Contar, por causa das denúncias feitas nas redes sociais. O pedido de esclarecimento também tem como objetivo o procurador-geral da Justiça (Magistrado do Ministério Público de Mato Grosso do Sul) Alexandre Magno Benites de Lacerda.  

Foram duas postagens do Contar no Twitter, a primeira em 2 de maio, quando foi denunciado o superfaturamento imposto pela Polícia Federal, e uma segunda, no dia 6 de maio, em que afirma que suas denúncias contra “possivelmente irregularidades nas gestões estaduais e municipais ”, Fez com que grupos organizados começaram a se articular.  

O advogado de Azambuja, Ari Raghiant, quer que Capitão Contar prove o fato denunciado e pede os seguintes esclarecimentos: quem praticou o fato; houve participação do governador; se na declaração apresentada ou autor do superfaturamento indicado; se Usar os mecanismos legais de pedidos de informação, ou mesmo a abertura do procedimento na Assembleia Legislativa. Raghiant também quer saber quem realiza comparativos de preços para chegar à conclusão de que houve uma compra com excesso de apreço; e não foi comparado o mesmo método de referência aplicado pelo governo.  

A defesa do governador de Mato Grosso do Sul ainda pede para o deputado estadual informar quais grupos organizados que solicitam articular, os integrantes de tais grupos, se houver uma participação de Azambuja em tais grupos, e até o mesmo, se o teste for realizado se tais grupos – caso eles existam – constituir uma organização criminosa.  

CESTAS BÁSICAS

Uma compra de 60 mil cestas básicas, sem licença, pelo governo do Mato Grosso do Sul, ocorreu no início de abril. Elas custaram R $ 5,8 milhões e foram distribuídas para famílias cuidadas.  

O deputado estadual Capitão Contar ainda não foi intimado pelo Poder Judiciário. Depois que isso ocorrer, deverá explicar suas acusações em 48h.

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