28 de setembro de 2026

Guarda municipal vence Covid-19 após 5 dias na UTI

Depois de passar cinco dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com pneumonia causada pela Covid-19, o guarda municipal Reinaldo Matos, 39 anos, recebeu alta nesse sábado (25) do Hospital Proncor, em Campo Grande. Ele é sobrinho de Dona Pedrosa, primeira morte causada pelo novo coronavírus na Capital.

“Covid-19: eu venci. Não foi fácil, nem sozinho, havia um batalhão ao meu lado. Agradeço a Deus e a toda a equipe de médicos(as), enfermeiros(as), técnicos(as) de enfermagem, fisioterapeutas, pessoal da limpeza”, disse Reinaldo nas redes sociais.

O médico Sandro Benites foi o responsável pelo tratamento inicial do paciente, com o protocolo cloroquina e azitromicina.

Inicialmente, segundo ele, o paciente tinha febre alta que não cedia. Um exame de raios-X mostrou que os pulmões estavam comprometidos e Reinaldo teve que ir para o hospital.

Benites disse ao Correio do Estado que a combinação do remédio para malária com o antibiótico foi eficaz e decisiva na recuperação, especialmente porque as substâncias foram administradas em um estágio precoce da doença.

“A combinação se mostrou eficaz em alguns trabalhos feitos em atendimentos tanto na Europa como nos Estados Unidos, mas só quando o tratamento foi feito precocemente”, afirma.

Segundo ele, pedir às pessoas que só procurem ajuda quando estão com falta de ar é um erro. “Quando o paciente chega nesse ponto, os pulmões podem já estar totalmente comprometidos e ser tarde demais”.

VITORIOSOS

Mais da metade dos contaminados pela Covid-19 em Mato Grosso do Sul superaram a doença. Segundo boletim epidemiológico mais recente, são 105 pacientes que se curaram em casa após quarentena ou chegaram a ficar internados e receberam alta.

Atualmente, 86 continuam em isolamento domiciliar e outros 19 nos hospitais, sete deles em leitos de UTI.

O porcentual de recuperados tem relação com as faixas etárias dos pacientes. No Estado, mais de 60% dos que testaram positivo tem de 20 a 49 anos. Embora a doença não siga uma lógica e qualquer um está sujeito a ter manifestações mais graves ou até mesmo morrer em razão dela, a probabilidade disso acontecer com pessoas dessas idades é menor.

Por outro lado, o número de curados também não indica que já é o fim de acabar com as medidas de isolamento. Afrouxá-las agora, dizem especialistas, aumentaria os casos positivos, elevanto também a possibilidade de aparecerem casos mais graves, qualquer que seja a idade do paciente.

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