28 de setembro de 2026

Com demissão, atrasos nos repasses para MS preocupa secretário de Segurança do Estado

Com o anúncio da saída do juiz Sérgio Moro do comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública, na manhã desta sexta-feira (24), a possibilidade de atrasar os repasses da União para Mato Grosso do Sul preocupa o atual secretário estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Antônio Carlos Videira, neste momento de crise política no Governo Nacional.

Segundo Videira, a União ainda precisa repassar cerca de R$ 40 milhões do Fundo Nacional de Segurança Pública referentes ainda a 2018 e 2019. “Geralmente quando há a troca do comando, trocam-se os diretores, há a renovação da equipe; a nossa preocupação são esses repasses, podem atrasar. E tudo requer planejamento no emprego desses recursos”, disse ele ao Correio do Estado.

Para o secretário, o MS é um Estado chave no quesito de segurança nacional, por fazer fronteira seca com o Paraguai e Bolívia, o que facilita a entrada ilegal de drogas e produtos falsificados. Por esse motivo, como Videira cita, Mato Grosso do Sul é polo para diversos projetos de combate ao crime organizado, tráfico e homicídios, como o Centro Integrado de Operações de Fronteira (Ciof).

“Tenho certeza que quem quer que seja [que assumir] vai tentar priorizar e manter o cronograma, mas [atraso] seria natural para uma nova equipe que está assumindo”, disse ele.

DEMISSÃO 

Sérgio Moro pediu demissão do cargo de ministro do governo Bolsonaro durante entrevista coletiva nesta sexta-feira. Os rumores que Moro poderia deixar o cargo esquentou quando o ex-ministro soube de fato da exoneração do ex- diretor-geral da Polícia Federal (PF) Maurício Valeixo.

Informações correm que dois nomes são favoritos da presidência para assumir o Ministério. O primeiro é o atual ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira, que hoje acumula a Subchefia de Assuntos Jurídicos (SAJ).

O segundo nome nas apostas é o do secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, que é delegado da Polícia Federal e foi chefe de gabinete do ex-deputado federal Delegado Fernando Francischini (PSL-PR) por oito anos. Torres também é cotado para assumir a chefia da PF.

Videira, que é representante conselho de secretários de segurança do Centro-Oeste, conhece Torres por conta deste comitê. “Um profissional altamente habilitado”, opinou.

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