8 de maio de 2026

Presos de MS produzem equipamentos de proteção para combate ao coronavírus

Detentos de Mato Grosso do Sul estão trabalhando na produção de aventais e outros dispositivos de proteção para os profissionais da saúde que estão na linha de frente no combate contra o novo coronavírus. Autoridades do Governo esclarecem que existe estoque com esses produtos e a medida tem o objetivo de antecipar uma possível demanda futura.

A adjunta da Secretaria de Saúde, Christine Maymone, afirma que o Estado se organizou financeiramente quando a doença começou a se espalhar a partir da China, mas houve um grande consumo mundial e os fornecedores não estão dando conta.

“Não é falta de recursos e tampouco de planejamento. No momento em que internacionalmente os países foram necessitando dos insumos, não sobraram para nós, embora tenhamos feito nossa previsão com antecedência”, disse em tranasmissão ao vivo pela internet nesse domingo (22).

A nível brasileiro, o Governo Federal comprou praticamente todos os estoques dos fabricantes nacionais para evitar a escassez e garantir distribuição conforme a necessidade de casa estado. “Na terça chegam novos EPIs vindos do Ministério”, disse o secretário de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel.

Por sua vez, a diretora do Hospital Regional, Rosana Leite de Melo, esclarece que todos os materiais que estão sendo confeccionados pelos presos estão de acordo com as normas. “Ainda temos estoques. Estamos nos preparando para uma situação em que nós iremos precisar de mais”.

A gestora da unidade escolhida como referência no tratamento aos pacientes com o novo coronavírus esclarece que doações de insumos e materiais são bem vindas, mas alerta para correntes que circulam nas redes sociais com contas para depósitos em dinheiro.

“Mensagens como essa não são verdade. Quem está angariando fundos é a sociedade organizada. Nós não recebemos dinheiro diretamente, somente produtos como máscaras, luvas, termômetros. Várias empresas estão nos procurando e temos um núcleo responsável por isso”, afirma.

ESQUEMA

Um hospital de campanha está sendo montado no estacionamento do Hospital Regional. Tendas irão abrigar os pacientes com sintomas do novo coronavírus para a triagem inicial. Somente adentrarão na unidade quem estiver com quadro clínico grave.

A rede particular e pública de alta complexidade se reuniu para ajudar a liberar leitos do hospital de referência. Devem ser transferidos 140 pacientes. Conforme o secretário de Saúde, Geraldo Resende, a expectativa é mandar cem pessoas para a Santa Casa e dividir os 40 restantes entre os hospitais Universitário e Pênfigo.

A perspectiva é liberar mais 160 leitos nos próximos dias, totalizando 300 vagas para atender os pacientes que porventura forem contaminados pelo novo coronavírus. A Saúde ainda não detalhou como e quando será a operação. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou que irá ajudar no transporte.

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