Protagonismo Digital é ferramenta para EaD durante período de suspensão das atividades presenciais na REE

Campo Grande (MS) – Uma ferramenta lançada pela Secretaria de Estado de Educação (SED) em 2017, se tornou o principal instrumento para os professores e estudantes da Rede Estadual de Ensino (REE) neste período de suspensão das aulas presenciais, em decorrência do avanço da Covid-19 em Mato Grosso do Sul. Disponível para todos na REE, a plataforma Protagonismo Digital já atendeu milhares de alunos desde então e, com a mudança na rotina, se tornou um importante caminho para as aulas virtuais.

Com quase três anos de existência e já consolidada na REE, a plataforma é a principal aliada de professores e estudantes em função da oferta de recursos digitais para a aprendizagem e oferece as ferramentas necessárias para a criação de aulas à distância. “Nós vivemos um momento atípico. As escolas da REE suspenderam as aulas presenciais como medida preventiva ao contágio pelo novo Coronavírus e, nesse sentido, nós mantivemos o que chamamos de ‘aulas remotas vinculantes’ como uma alternativa para as escolas”, explicou o professor Paulo Cezar Rodrigues, responsável pela Superintendência de Informação e Tecnologia (Sitec).

“Os gestores foram orientados – no primeiro momento – a criar um canal de comunicação entre diretores e professores e outro entre professores e suas turmas. Através desses canais, dialogamos com as escolas sobre como usar as diversas tecnologias para dar continuidade a essa aprendizagem dos nossos alunos”, completa o superintendente.

Criada em 2017, plataforma Protagonismo Digital está disponível para acesso de professores, estudantes, gestores e comunidade escolar em geral

Com esse contexto, a plataforma passou a ser utilizada de forma ainda mais intensa, com a adição de diferentes recursos úteis no período de suspensão das atividades presenciais. Uma das “filhas” de outro sistema semelhante chamado Escola Digital – base para plataformas de todo o País – a Protagonismo Digital se tornou um grande repositório de Objetos Digitais de Aprendizagem (Odas).

“Esses Odas são classificados por disciplina, etapa de ensino, por ano, entre experimentos científicos e planos de aulas. Toda essa organização já existia antes de vivermos a atual situação e a plataforma sempre foi alimentada como um suporte a mais para o professor. (…) Nós apresentamos as ferramentas para que eles possam explorar novos conteúdos e novas possibilidades com os estudantes”, salienta Paulo Cezar.

Com a adesão das aulas remotas, a plataforma foi repensada pela equipe de tecnologia da SED e passou a contar – também – com diversas alternativas aos professores para o desenvolvimento de aulas EaD com o auxílio ferramentas, desenvolvidas por parceiros, específicas para a aprendizagem. Além das indicações, o desenvolvimento da plataforma trouxe campos com sugestões, manuais para professores e alunos, e materiais multimídia.

“Criando esse repositório, nós damos possibilidades para que os professores explorem diversas tecnologias que eles podem usar nas aulas remotas vinculantes. A principal, que estamos dando foco, é o Google G Suite ou Google Classroom, onde o professor vai ter a possibilidade de criar uma sala de aula, passar atividades, ter o feedback dos alunos e ainda poder tirar dúvidas, como se fosse uma sala de aula, porém, à distância”, detalha o gestor.

Aplicação prática

Plataforma conta com diversos recursos e ferramentas para o processo de aprendizagem.

Na EE Emygdio Campos Widal, de Campo Grande, o uso das ferramentas já virou rotina. De acordo com a diretora da escola, Fernanda Bucallon, foram organizados cronogramas de estudos e de acompanhamento, tudo para manter a proximidade, apesar da distância entre alunos e professores.

“Anexamos a plataforma Protagonismo Digital para os estudantes e nesta primeira semana eles recebem as orientações sobre o uso das ferramentas. Montamos as turmas no Google Sala de Aula e agora apontamos sites como recomendações para eles durante esse período. Com essas indicações e materiais da plataforma, eles podem estudar e nós temos instrumentos que servem para a devolutiva das atividades”, explicou.

Para a organização nesses dias de suspensão das atividades presenciais, o diálogo durante o período de adaptação foi fundamental. “Nós combinamos com eles que toda segunda-feira teremos orientações com os assuntos do dia e as novas recomendações de filmes e sites, links e atividades para a semana. A ideia é atualizar esses conteúdos e indicações periodicamente”, destacou a diretora.

Por fim, a gestora salienta que o período é de aprendizagem para todos e que os professores poderão enxergar o resultado em pouco tempo. “Quando tudo isso terminar, um saldo positivo que vai ficar é o avanço tecnológico na educação. Aquele tempo que o professor dizia ‘não ter’, ficou para trás. Agora, ele precisa encontrar novas ferramentas. Sabemos que nada substitui a presença do professor, mas precisamos saber que existem ótimas ferramentas disponíveis para o desenvolvimento dos nossos estudantes. Temos que fazer uso disso”, finalizou Fernanda.

Alternativa

Com cerca de 210 mil estudantes matriculados, a Secretaria também trabalhou para orientar os gestores, durante a adaptação das escolas antes do período de suspensão das aulas presenciais, para o envio de materiais impressos.

“É importante ressaltar que os alunos que não possuem conectividade – sem internet em casa – foram contemplados com o material impresso. Eles levaram as atividades para casa e deverão devolvê-las ao final desse período de 15 dias, quando nós iremos traçar novas metodologias, novas formas de organização para ver como vai se comporta a REE”, concluiu Paulo Cezar.

 

Vinícius Espíndola – Secretaria de Estado de Educação (SED)

Fonte: Portal do MS

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