29 de setembro de 2026

Prefeito garante “controle total” e diz que estado de emergência é por cautela

O prefeito Marquinhos Trad (PSD) garantiu que, embora tenha decretado estado de emergência em função das 5,8 mil notificações de dengue registradas este ano, os mecanismos de combate e tratamento à doença em Campo Grande estão “sob controle total”.

“O decreto é uma alternativa para que, se de fato continuar crescendo, nós impedimos no início. Cortar o mal pela raiz”, comentou o gestor na manhã desta terça-feira (3), durante evento pelos cinco anos de funcionamento da Casa da Mulher Brasileira.

O estado de emergência permite ao município realizar compras sem a necessidade de abrir licitação. Mas, segundo Trad, os estoques de medicamentos e insumos usados na identificação e tratamento da arbovirose estão regulares.

“Ainda não [vamos comprar mais medicamentos e insumos], porque está sob controle total, mas caso venha a crescer… O decreto é uma cautela. Como quando sua mãe fala: meu filho, é melhor prevenir do que remediar”, continuou o prefeito, que ainda lembrou da possibilidade de auxílio federal durante a vigência do estado de emergência.

Agentes de endemias estão nas ruas para eliminar focos do Aedes (Foto: Marcos Maluf)

Decreto – Publicado na edição de ontem do Diogrande (Diário Oficial do Município), o decreto tem validade de seis meses.

Na justificativa, a administração municipal lembrou que a Capital já enfrentou epidemia de dengue no ano passado, quando pelo menos 39 mil notificações da doença foram identificadas – em média 106 por dia – e emergência também foi decretada.

Nos primeiros dois meses deste ano, já são 5.863 notificações – média diária de 102. A dengue também já matou quatro pessoas em Campo Grande.

O decreto leva ainda em consideração “a circulação simultânea” dos vírus causadores da febre chikungunya, zika, também transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti, e a reintrodução do sorotipo Den-2 no município.

Por fim, a gestão municipal considera a quantidade de chuva registrada na cidade. Foram 174 milímetros, consta no decreto, “superando a média esperada em 30,5% índices pluviométricos atualizados até às 5 horas de 27/02/2020, indicadores que favorecem a eclosão dos ovos”.

Fonte: Campo Grande News

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