Ela nasceu no HU e apresentou problemas de saúde logo nos primeiros dias de vida. Segundo boletim de ocorrência feito pela assistente social, ela apresentava encefalopatia, foi traqueostomizada, tinha histórico de parada respiratória e fazia uso de alimentação enteral. No dia 12 de dezembro ela recebeu alta médica e os tios maternos ficaram com sua guarda.
No dia 27 de janeiro, a criança voltou a ser internada com quadro grave de desidratação e desnutrição. A tia materna e a esposa do tio, então, revezavam os cuidados dela, até que na tarde de ontem (2), a responsável pela guarda da criança entrou em contato com o setor de assistência social do HU alegando precisarem cuidar da mãe em outro hospital e, por isso, estavam abrindo mão da guarda da bebê.
A orientação recebida pelos tios foi aguardar o contato realizado com os pais, que vivem em uma aldeia indígena na cidade de Guaira, no Paraná. Sem dar explicações, a tia deixou o hospital por volta das 20h e os pais da bebê ainda não se apresentaram. Ela permanece internada sem acompanhante, apenas com a equipe médica local, que segundo depoimento da assistente social, “não possui profissionais para acompanhar a criança, o que dificulta sua recuperação”.
O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento (Depac) de Dourados. A reportagem entrou em contato com a Assessoria do HU-UFGD, que até a publicação desta matéria não se posicionou sobre o estado da criança.
Fonte: Campo Grande News