8 de maio de 2026

Sindicato exige investigação rigorosa após PCC ameaçar 4 agentes penitenciários

O Sinsap (Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária) quer investigações rigorosas quanto às ameaças de morte promovidas pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) contra quatro agentes da PED (Penitenciária Estadual de Dourados), unidade localizada a 225 quilômetros de Campo Grande. Uma das vítimas chegou a ter a casa fotografada por suspeitos na tarde deste domingo (23), e denunciou o caso à Polícia Civil.

Segundo André Luiz Garcia Santiago, presidente do Sinsap, o sindicato vai acompanhar de perto as investigações. “Vamos em busca de mais informações e vamos exigir do poder público uma investigação mais aprofundada. Queremos que essa situação se resolva o quanto antes, a fim de evitarmos casos trágicos como o de Naviraí, quando um servidor morreu em atentado, e em Campo Grande, que já teve dois servidores mortos”, disse.

Santiago disse ainda que apresentou ao Governo do Estado um programa de assistência para servidores ameaçados. “Não existe hoje uma assistência adequada. Seria um apoio de forma emergencial, garantindo o transporte do trabalhador para outra cidade e também uma estadia, para que ele possa se adequar e recomeçar a vida em outro local, ou onde possa ficar enquanto as investigações estiverem sendo desenvolvidas, para que não seja alvo”.

Ameaças na PED

Conforme boletim de ocorrência, a chefia de disciplina da PED avisou aos agentes que tomassem cuidado, pois havia recebido denúncia anônima de que eles seriam os próximos alvos do PCC. Informações apontam que um dos criminosos recebeu a tarefa de catalogar os endereços dos alvos e o outro teria que conseguir armas para o ataque

Um terceiro bandido, a partir das informações e armas obtidos pelos outros, faria a execução dos agentes. Neste domingo (23), um dos servidores recebeu telefonema da esposa alegando que um Fiat Uno prata com três suspeitos havia parado na frente de sua residência, onde ficou por aproximadamente meia hora tirando fotos do imóvel.

Testemunhas anotaram a placa e repassaram para a polícia. Foi identificado que o Uno pertencia a um homem que já havia cumprido pena na PED. No entanto, este homem teria denunciado outra pessoa, que também cumpre pena na unidade, por apropriação indébita envolvendo o veículo. Esta pessoa que foi denunciada seria integrante do PCC.

Diante dos fatos, a Polícia Civil, bem como outras forças de segurança pública que atuam em Mato Grosso do Sul, foram informadas dos fatos. No ano passado, a Deco (Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado), deflagrou operação contra núcleo do PCC que agia em Campo Grande monitorando e planejando a execução de agentes.

Fonte: Mídia Max

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