Sendo uma das 1.679 vítimas de violência doméstica em Campo Grande, uma florista de 39 anos foi baleada pelo ex-namorado ao chegar para trabalhar, na manhã deste sábado, no bairro Carandá Bosque, em Campo Grande. Após dar três tiros na mulher, ele ainda atentou com a própria vida. Ambos estão vivos.
Segundo informações repassadas por testemunhas, que são próximas à vítima e não quiseram se identificar, ela havia terminado com o homem, que tem 57 anos, a pouco tempo e ele não estava aceitando a situação, o que teria motivado o crime. Anteriormente, ela já teria sido vítima de violência doméstica praticada pelo autor.
De acordo com o que relatam funcionários da empresa de flores que a moça trabalha, por volta de 8h30 ela estava chegando para trabalhar e ao descer de seu carro, um GM Corsa Sedan, ele estava descendo, a pé, a Rua Vitório Zeola. Neste momento, um funcionário estava atravessando a rua e viu a arma, que seria um revólver cal .38, na mão do autor. Por isso teria colocado os outros colaboradores dentro de uma Van para sair do local, já que o agressor poderia atentar contra vida deles.
O ex-namorado atingiu a vítima com um tiro de raspão na clavícula, um no ombro e um no braço e atirou contra a própria cabeça. Ambos foram resgatados pelo Corpo de Bombeiros e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhados para a Santa Casa.
Segundo a assessoria do hospital, ela passa por cirurgia e seu estado é instável. Já o homem está “acordado e agitado” e com ferimento de arma de fogo na região do ouvido, sendo avaliado pelo setor de tomografia.
Se o crime de feminicídio fosse consumado, a florista seria a primeira vítima de feminicídio de Campo Grande em 2020 – e terceiro em Mato Grosso do Sul -, já que não há registro deste crime na cidade.
Já em 2019, conforme mostram dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança (Sejusp), foram 30 feminicídios em todo o Mato Grosso do Sul, sendo cinco na Capital. Já os registro de violência doméstica somam 5.158 em MS e 27% – exatos 1.628 – dos casos são em Campo Grande. Neste ano foram registrados, até ontem (17), 51 casos.

