1 de novembro de 2026

MS pode receber R$ 1,9 bilhão de ressarcimento da União

Mato Grosso do Sul pode receber R$ 1,991 bilhão dos R$ 58 bilhões propostos na minuta do acordo apresentado ontem na audiência de conciliação realizada pelo  Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o ressarcimento dos estados com as desonerações da Lei Kandir com a exportação de produtos primários. Serão R$ 1,494 bilhão para a administração estadual e R$ 497,7 milhões para dividir entre as 79 cidades. Os governadores reivindicam R$ 62 bilhões.

Este pleito é motivado pela promessa do ministro da Economia, Paulo Guedes, aos gestores estaduais durante o Fórum de Governadores de que garantiria R$ 4 bilhões este ano para compensar as perdas com a Lei Kandir. Ontem, os governadores do Pará, Helder Barbalho, e de Mato Grosso, Mauro Mendes, cobraram este valor. “O item que trata de 2019, a cláusula 8ª, diz que o ressarcimento de 2019 está quitado. Quitado como??”, enfatizou Barbalho. O estado do Pará é o autor do questionamento judicial sobre as regras de ressarcimento, a Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) 25.

Em resposta, o procurador-geral do Ministério da Economia, José Levi do Amaral, respondeu que o leilão do Pré-Sal “entrou no escopo. A União acenou, com ou sem Pré-Sal, assegurar o patamar mínimo de R$ 4 bilhões este ano”, enfatizando que o leilão garantiu o repasse de R$ 10,5 bilhões para estados, que foi calculado usando a fórmula de compensação da Lei Kandir, por isso a União não estaria disposta a repassar mais R$ 4 bilhões aos estados.

Para o governador Reinaldo Azambuja, embora tenha surgido o impasse sobre o repasse dos R$ 58 bilhões, a reunião terminou com um encaminhamento. “O  Supremo (STF) ficou de redigir um documento e remeter às procuradorias. Nós colocamos mais R$ 4 bilhões,  que é o ressarcimento do ano de 2019 (referente à Lei Kandir). Entendemos que é um compromisso do ministro Paulo Guedes. No restante ficou bem equacionado”, explicando que “estando construído o  texto jurídico e a segurança da instância máxima do judiciário, os governadores abrem mão da ADO. Pelo acordo, a União ficaria com compromisso do cumprimento durante os anos vindouros do ressarcimento. Tá muito próximo  entre o proposto pela União e o que os estados aceitam. Com isso, equacionamos e essa demanda avança e se cria uma expectativa de ter um ressarcimento da Lei Kandir, porque a perda foi muito grande para os estados”, destacou Azambuja após a audiência.

No esboço do acordo apresentado, que foi discutido na audiência, é proposto o repasse de R$ 58 bilhões, com possibilidade de acréscimo de R$ 3,6 bilhões, e  R$ 1,2 bilhão seriam repassados nos três anos após assinatura do acordo, no caso da promulgação da PEC 188/2019 (Pacto Federativo), em discussão no Congresso Nacional.

Entre 2020 e 2022, seriam distribuídos  R$ 5,2 bilhões por ano aos estados; entre 2023 e 2030, seriam R$ 4 bilhões anuais, e a partir de 2024 a 2037, haveria uma redução de R$ 500 milhões/ano até a última parcela chegar a R$ 500 milhões.

Enquanto não for promulgada a PEC 188/19, o acordo apresentado propõe a distribuição anual de R$ 4 bilhões entre 2020 e 2030, e entre 2031 até 2037 serão descontados R$ 500 milhões por ano do repasse até que a última parcela fique em R$ 500 milhões.

Também esta sugestão de acordo determina que seja usada a “coluna B da lei nº 13.885, de 17 de outubro de 2019”, que é lei que definiu a distribuição dos recursos do leilão do Pré-Sal. Seguindo este parâmetro, Mato Grosso do Sul vai receber R$ 1,991 bilhão até 2037, a serem divididos entre governo do Estado e prefeituras, segundo as cláusulas 7.3 e 7.4 da minuta apresentada aos governadores e representantes dos governos estaduais que estavam na audiência.

Desse total, 75% vão para a gestão estadual e 25% para os municípios.

O ministro do STF, Gilmar Mendes, que é o relator da ADO 25, fez um relatório do encontro e  ficou de organizar as propostas para depois fazer nova rodada de negociações, na tentativa de chegar a um consenso entre governadores e União.

A ADO 25 foi protocolada no STF em 2013 pelo governo do Pará. Ela questiona a metodologia aplicada pela Lei Kandir (Lei Complementar 87/1996) e legislação subsequente para ressarcir os estados.

Fonte: Correio do Estado

Populares da Semana

Tensão na fronteira com MS: ‘Justiceiros’ espalham panfletos no comércio de Pedro Juan

Mensagens ameaçam moradores que entregarem imagens de câmeras à...

PCC estaria ligado ao ataque a tiros contra casa de juízas na fronteira de Mato Grosso do Sul

Ao todo, 28 celas do Presídio de Pedro Juan Caballero (PY)...

Inmet coloca MS em alerta de tempestade para esta quinta

Após as fortes chuvas registradas de sexta-feira (18) para...

MS bate 13 mil casos confirmados de dengue

Levantamento da SES aponta que 13 óbitos seguem em...

Lula manda 3 ministros a MS após denúncias de violência contra indígenas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou...

Força Nacional inicia policiamento em aldeias de MS após ameaças a indígenas

A Força Nacional iniciou, na noite desta quinta-feira (29),...

Delegado e advogado viram réus por vazamento de informações em operação do Gaeco

O advogado Amilton Ferreira e o delegado Hoffman D’Ávila...

Pai e filho morrem em acidente na BR-060 entre Campo Grande e Sidrolândia

Colisão envolvendo um VW Voyage, uma carreta bitrem e...

ELDORADO: Prefeitura faz manutenção emergencial em ponte de acesso a Aldeia

As Secretarias de Obras e Infraestrutura e de Agricultura...

Comunicado aos eldoradenses

Com a aproximação do Dia de Finados, a Prefeitura...

Artigos Relacionados

Categorias Populares