7 de maio de 2026

Senadores de MS gastam R$ 1,2 milhão por mês com funcionários

Os senadores de Mato Grosso do Sul gastam por mês, em média, R$ 1.222.064,06 com salários dos assessores que trabalham vinculados aos seus gabinetes. De acordo com o levantamento do Ranking dos Políticos, juntos, eles têm 111 servidores, e a nível Brasil os números passam para três mil, com um gasto médio de R$ 32 milhões mensais.

Eleito em seu primeiro mandato como senador, o ex-prefeito de Campo Grande Nelson Trad (PSD) teve 424.085 votos e ficou em primeiro lugar nas urnas. Conforme o levantamento, ele utiliza R$ 596.429,44  por mês, em média, para pagar os 62 servidores ligados ao seu gabinete.

Segundo o Portal da Transparência do Senado Federal, o funcionalismo é composto de 29 pessoas no gabinete, sendo um efetivo e o restante comissionado, e 33 comissionados em escritórios de apoio.

No gabinete de Trad, os servidores são nomeados nos cargos de chefe de gabinete; assessor parlamentar; secretário parlamentar; assistente parlamentar intermediário, júnior, pleno e sênior; auxiliar parlamentar intermediário, júnior, pleno e sênior; ajudante parlamentar júnior  e sênior; e motorista.

O servidor que tem o maior salário ganha R$ 21.526,45, e o salário mais baixo é de R$ 2.936,70, ambos sendo o valor líquido mais o auxílio-alimentação. Conforme o Ranking dos Políticos, a média de salário dos funcionários do senador é de R$ 9.619,83.

Trad é o quinto que mais utiliza verba pública com funcionários entre os 81 senadores. Em primeiro lugar, conforme o Ranking dos Políticos, está o representante do Distrito Federal, Izalvi Lucas (PSDB), que tem 86 funcionários e, por mês, utiliza R$ 736.959,74 de verba pública para pagamento de salários.

Em segundo lugar está Renan Calheiros (MDB-AL), com 51 funcionários e uma folha de R$ 693.560,90; seguido por Roberto Rocha (PSDB-MA). Em quarto lugar está Eduardo Gomes (MDB-TO), com 59 funcionários e R$ 648.987,19 de custo médio mensal com a folha de pagamento.

A senadora por Mato Grosso do Sul e presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Simone Tebet (MDB), é a segunda do Estado que mais utiliza a verba para pagar funcionários. São 23 pessoas e uma folha mensal média de R$ 341.601,22.

De acordo com o Portal da Transparência do Senado Federal, Simone tem 17 pessoas em seu gabinete, sendo dois efetivos, e seis em seus escritórios de apoio, todos comissionados. Os cargos são de chefe de gabinete; assessor parlamentar; secretário parlamentar; assistente parlamentar intermediário, júnior, pleno e sênior; e ajudante parlamentar júnior e sênior.

Mesmo tendo mais servidores que Tebet, a senadora Soraya Thoronicke (PSL), gasta mesmo com a folha de pagamento. Ela tem 26 funcionários e utiliza uma média de R$ 284.033,40 com os salários.

Do total, são 18 pessoas no gabinete em Brasília, sendo apenas um efetivo e oito comissionados em escritórios de apoio. Os cargos variam de chefe de gabinete; assessor parlamentar; secretário parlamentar; assistente parlamentar intermediário, júnior; ajudante parlamentar júnior, pleno e sênior; e auxiliar parlamentar júnior, pleno e sênior.

As assessorias de imprensa dos três senadores do Estado foram procurados para saber se era necessária a quantidade de funcionários e se pretendiam diminuir os gastos com verba pública, além de outros questionamentos, mas apenas a assessoria da senadora Simone respondeu a demanda, e em partes.

Questionada sobre qual sua posição com relação a Reforma Administrativa da União, ela reconheceu que é necessários diminuir a máquina pública, porém defende a manutenção de direitos. “Eu ainda estou analisando as propostas apresentadas pelo Governo. Entendo que é realmente preciso reduzir o gasto público, diminuir a máquina estatal e torná-la mais eficiente. Mas não podemos mexer em direitos adquiridos. Por exemplo, um servidor que já tem o direito de gozar a licença capacitação não poderá perdê-lo. Entendo que as mudanças podem vir a partir dos novos servidores, que já vão entrar no serviço público cientes das regras diferentes. Em relação aos salários, há ainda muito a ser debatido”.

Fonte: Campo Grande News

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