26 de setembro de 2026

Com 5 ossadas encontradas em 15 dias, identificação depende de famílias

Em apenas 15 dias, cinco ossadas humanas foram encontradas em Mato Grosso do Sul. A primeira delas em Corumbá, outra em Sanga Puitã, distrito de Ponta Porã, mais duas em Campo Grande e a mais recente em Sidrolândia. Mas segundo o delegado Luís Tomaz de Paula Ribeiro, o aparecimento dos restos mortais em pouco espaço de tempo é apenas coincidência. Agora, a identificação de cada uma das vítimas é um desafio para os peritos do IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal).

Ribeiro é da Delegacia Especializada de Polinter e Capturas, mas está temporariamente atuando na DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios). Ele afirma não ser comum a descoberta de ossadas durante o tempo seco de estiagem, o que surpreende ainda mais os espisódios das duas últimas semanas. “No período de chuva é mais fácil de encontrar”, diz ele, citando especialmente os casos de cadáveres enterrados em covas rasas.

Após a descoberta das ossadas o processo é enviar para os exames necroscópicos no IMOL em Campo Grande, único lugar com estrutura para fazer a identificação. Se o cadáver for identificado, o caso fica a cargo da delegacia do município onde os ossos foram encontrados. Caso o contrário, o processo emperra.

No IMOL – Perito-médico legista há dez anos e atualmente coordenador do IMOL em Campo Grande Adalberto Arão Filho, de 42 anos, lembra que os trabalhos de identificação dos corpos leva tempo.

De maneira resumida, os ossos chegam ao instituto em sacos plásticos, em que muitas vezes também há pedras, terra, fios de cabelo e outros vestígios conforme o local de onde foram retirados. Os peritos então peneiram os materiais, separam osso por osso e montam o esqueleto em uma mesa.

Quando ainda há “tecido mole”, como pele, especialmente nas mãos, os peritos retiram esse tecido, hidratam em soro fisiológico e fazem exames de DNA. Quando a ossada está totalmente “esqueletizada”, o processo é mais demorado. O exame de DNA também é feito, mas para isto é preciso que os parentes estejam “procurado” pelo desaparecido e forneçam material genético.

O grande problema, segundo Adalberto Filho, “é que sem amostra dos familiares eu não tenho como comprovar”. Sobre o tempo de trabalho, o médico-legista disse variar muito. “Cada situação é uma situação, mas usamos de diversos recursos para chegar a identidade”, finalizou.

Populares da Semana

Empenhada verba de R$ 1,2 milhão para revitalização da galeria da Vila Itaipu

Em Mundo Novo os vereadores Paulo Lourenço-Pauão do PV...

Iguatemi – Campanha Rio Mais Limpo 2022 eleva a conscientização sobre preservação

Fonte: Edson – Ascom A campanha Rio Mais Limpo 2022...

Naviraí – ESF do Grande Paraíso será concluído nos próximos 60 dias

Uma das obras mais aguardadas pelos moradores da região...

Homem invade pista andando e morre atropelado na BR-163

Um homem, ainda não identificado, morreu vítima de atropelamento...

Acesso a medicamento à base de canabidiol é aprovado e segue para sanção

Os deputados também votaram sim para mais outros seis...

Lidio Lopes lidera no Avante com 2% dos votos

O deputado estadual Lidio Lopes continua na liderança isolada...

Paulo Corrêa lidera no PL com 2.30% dos votos

A uma semana das eleições, o deputado estadual Paulo...

Corregedoria afasta delegado e sete policiais envolvidos em desvio de drogas

A Corregedoria-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso do...

Gaeco prende delegado e policiais por envolvimento com o tráfico

Investigação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao...

Fim das bets pode devolver até R$ 4,4 bilhões à economia de MS

A proibição das apostas on-line determinada pelo governo federal...

Artigos Relacionados

Categorias Populares