7 de maio de 2026

Para reduzir os suicídios, especialistas pedem mais leitos de internação em MS

Para reduzir casos de suicídios em Mato Grosso do Sul, especialistas pediram mais leitos de internação e tratamento a pacientes com depressão e que estejam em “surtos psicóticos”, precisando de ajuda emergencial. A expectativa é pedir mais investimentos no setor para a gestão municipal, estadual e até ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

O tema foi discutido nesta manhã (02), em audiência pública na Assembleia, que faz parte da campanha “Setembro Amarelo”. O coordenador do curso de prevenção ao suicídio na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Edilson dos Reis, disse que é preciso ter lugares para tratar as pessoas com problemas psicológicos.

“Onde tratar as pessoas que estão em surto (psicótico) ou que já tentaram suicídio? Além disto, precisa mudar o protocolo de atendimento e não liberar estas pessoas em menos de três dias”, disse o coordenador. Ele alega que precisa se investir mais no setor, para ter uma rede eficiente de tratamento.

“Tem poucos lugares para levar (paciente), de 10 casos de suicídio, sete foram porque interromperam o tratamento. Existem 47 formas de depressão, que se forem bem tratadas, não se chegará a este extremo”, disse Reis.

Médico psiquiatra, Marcos Estevão dos Santos, durante entrevista (Foto: Leonardo Rocha)

Leitos – O médico psiquiatra, Marcos Estevão dos Santos, citou que para rede pública tem 30 vagas no Hospital Nosso Lar, 8 (vagas) no Hospital Regional, e o uso de internação em Caps (Centro de Atenção Psicossocial). “Não é ideal, os Caps não têm estrutura adequada, funciona no tratamento ambulatorial”, descreveu.

O deputado Herculano Borges (SD), proponente do evento, disse que vai ser enviado um documento as secretarias municipais e estaduais de Saúde, assim como ao ministro Luiz Henrique Mandetta, pedindo mais investimentos no setor, com abertura de novos leitos, locais para tratamento (psiquiátrico) e manutenção dos remédios aos pacientes.

Outro ponto descrito é a importância de falar sobre o tema em entidades, igrejas, escolas, grupos sociais e sociedade civil, para identificar as pessoas que precisam de ajuda, desta forma encaminhando-as para o devido tratamento médico. “Os pastores e padres, por exemplo, serão ouvintes, mas depois estas pessoas devem ser atendidas por especialistas”, descreveu Reis.

Fonte: Campo Grande News

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