Na Argentina, Macri enfrenta a quinta paralisação geral em seu mandato

Uma das principais centrais sindicais da Argentina, a CGT, lidera uma paralisação geral no país nesta quarta-feira (29). Os serviços de transporte público estão parados, não há aulas e nem coleta de lixo. Os voos internos estão cancelados, e a atividade nos portos está parada.

Os manifestantes protestam contra a inflação alta (a previsão é que os preços subam 43,7% no país neste ano), a corrosão dos salários, o acordo que o governo fez com o FMI e a perda de empregos. O governo de Macri tem leiloado dólares para conter a perda de valor do peso argentino.

De acordo com o jornal local “La Nación”, um levantamento do ministério da Fazenda argentino constatou que a paralisação custará ao país 40,5 milhões de pesos (cerca de R$ 3,6 milhões). A perda é ainda maior do que aquelas provocadas pela última greve – de 34,4 milhões de pesos (R$ 3 milhões).

Os sindicalistas pedem medidas que proíbam a demissão de trabalhadores e novas regras para negociação de reajustes salariais.

Voos cancelados

Quase todos os voos entre São Paulo e o aeroporto de Ezeiza, perto de Buenos Aires, foram cancelados – não há informações sobre duas linhas, uma da Turkish Airlines e uma da TAM que conecta a cidade argentina com Viracopos, em Campinas.

Todos os voos entre o Rio de Janeiro e Buenos Aires foram cancelados. No site da companhia que gerencia os principais aeroportos do país há mais informações.

Os movimentos sindicais não pretendem fazer piquetes, mas parte da esquerda, sim – estão previstos bloqueios nas estradas que dão acesso a Buenos Aires.

A paralisação, que deve ser a última na primeira gestão de Maurício Macri, também tem a intenção de atingir politicamente o governo, segundo jornais argentinos, principalmente com a proximidade das eleições – Macri tenta a reeleição em outubro.

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