MS gasta R$ 1,4 milhão com apenas onze servidores cedidos a sindicato

A despesa anual do governo de Mato Grosso do Sul com apenas 11 servidores efetivos, que não estão trabalhando no serviço público, chega a R$ 1,4 milhão, entre salários e obrigações patronais.

Todos estão cedidos para o principal sindicato do funcionalismo estadual: a Fetems (Federação dos Trabalhadores na Educação de Mato Grosso do Sul).

As despesas, que recaem sobre o orçamento da SED (Secretaria de Estado da Educação), constam em levantamento do Campo Grande News que apontou ganhos na administração pública que são, em média, 144% a mais do que o pago na iniciativa privada, ou do fato de que a média salarial do funcionalismo sul-mato-grossense está 29% acima da nacional.

Entre salário bruto e encargos patronais, os servidores cedidos ao sindicato representam sozinhos  gasto de R$ 105.664,54, conforme consta no Portal da Transparência do governo estadual. Todos são professores da rede estadual com jornadas entre 20 e 40 horas semanais e se encontram, fora das salas de aula, cedidos à Fetems.

Os servidores estão licenciados do quadro estadual há prazos variados: alguns neste ano, enquanto outros acumulam até 17 anos fora das salas de aula. É o caso do secretário de finanças da Fetems, José Remijo Perecin que têm vencimento de R$ 6,5 mil mensais para jornada de 20 horas semanais, mas chega a R$ 8,1 mil com encargos e, por ano, totaliza R$ 108,3 mil.

Em situação similar está o presidente da Fetems, Jaime Teixeira. Fora das salas de aula há 14 anos, desde 2005 ele participa de um rodizio de dirigentes que comandam a entidade. O sindicalista tem salário de R$ 6,7 mil, mas, somados aos “penduricalhos” – benefícios do servidor – a despesa do Estado com ele chega aos R$ 8,4 mil mensais ou R$ 111,9 mil ao ano.

MS gasta R$ 1,4 milhão com apenas onze servidores cedidos a sindicato

Entre os 11, o secretário de políticas municipais, Florêncio Garcia Escobar, recebe o maior salário. Com oito anos licenças do magistério estadual e jornada de 40 horas, os gastos com ele chegam a R$ 16,3 mil, sendo R$ 3,2 mil só de “penduricalhos”, ou R$ 217,8 mil ao ano para a atuação na entidade sindical.

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