11 de dezembro de 2025

Conselho de agrotóxicos elabora plano para controle de pragas em MS

Já está em fase de elaboração, no âmbito do Conselho Estadual de Agrotóxicos de Mato Grosso do Sul (CEA-MS), vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, uma proposta de Plano para Difusão do Manejo Integrado de Pragas em Mato Grosso do Sul.

Um esboço da proposta foi apresentado pelo grupo de trabalho do CEA-MS ao superintendente de Produção e Agricultura Familiar da Semagro, Rogério Beretta, e técnicos da secretaria: “A iniciativa visa nortear ações que serão desenvolvidas, sob a coordenação do Governo do Estado, com a participação da maioria das instituições públicas e privadas ligadas ao setor agrícola de Mato Grosso do Sul”, informou Rogério Beretta.

Segundo Beretta, o objetivo do Plano é nortear políticas públicas e privadas que contribuam para o emprego desta técnica de controle de pragas. “A ideia é inicialmente -se difundir o Manejo Integrado de Pragas em áreas com cultivo de soja, milho, feijão, hortícolas, algodão e cana-de-açúcar”.

De acordo com o representante da Semagro no CEA-MS, Fernando Nascimento, “o Plano prevê investimento em pesquisa tecnológica; Capacitação de técnicos, produtores e trabalhadores rurais; Realização de seminários, dias de campo, palestras, Grupo de Troca de Experiências que visem difundir a técnica e preparar os agentes para o melhor uso da mesma e incentivos aos produtores que aderirem à técnica do MIP”.

Ele lembra da relação entre controle biológico de pragas e o MIP. “O controle biológico é uma das alternativas de controle que poderá ser utilizado, dentre outras alternativas. Para tal, deve-se investir também nessa linha, já que busca-se o uso racional de agrotóxicos, por isto, a combinação do controle biológico e outras técnicas são bem vindas dentro desse contexto”.

A falta de conhecimento da produção de agentes de controle (fungos e bactérias), a carência de técnicos com experiência nessa técnica e poucos produtos disponíveis no mercado são alguns dos motivos pelos quais os produtores não adotam o manejo integrado de pragas. “Além disso, há uma falsa ideia de que é uma técnica de risco, levando ao receio de perder a produção; tempo de atuação do agente controlador da praga, gerando insegurança; necessidade de mão de obra especializada na identificação de pragas no monitoramento”, comenta Rogério Beretta.

Além das entidades que fazem parte do CEA-MS, como a Semagro, SES, Iagro, SFA-MS, MPE, Embrapa, CREA-MS, Incra-MS, UFMS, UEMS, outras instituições já estão contribuindo com sugestões, no entanto, outras poderão aderir, já que o tema é de interesse de muitas instituições do setor agrícola estadual.

A previsão é de que o Plano seja apresentado na próxima reunião do Conselho Estadual de Agrotóxicos em 26 de abril, para discussão. Caso seja aprovado no âmbito do Conselho e pelo secretário Jaime Verruck, o Governo do Estado poderá implementar uma Política Pública para o setor.

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