Farmacêutico muda versão e diz que foi mantido em cárcere com vítima de aborto forçado

Um dos envolvidos no aborto da jovem de 19 anos, o farmacêutico de 31 anos, mudou sua versão sobre os fatos durante audiência de custódia no final da tarde dessa segunda-feira (8), em Eldorado, cidade distante a 440 quilômetros de Campo Grande. Ele alega que também foi mantido em cárcere privado junto com a vítima.

Conforme informações do delegado responsável pelo caso, Pablo Ricardo Campos Reis, durante a audiência de custódia que aconteceu na tarde dessa segunda-feira ele mudou a sua versão inicial alegando que também foi vítima da sogra da jovem e do filho dela de 17 anos.

“Ele disse em juízo, que estava no local e tentou sair junto com a jovem e foi impedido pelo menor e sua mãe, se colocando como vítima de cárcere privado”, comenta o delegado.

Agora, ele será ouvido formalmente na delegacia para esclarecer a nova versão. Foi homologada a prisão em flagrante da sogra e do farmacêutico e apreensão do menor, porém o juiz inda não se manifestou sobre a prisão preventiva dos maiores e internação provisória do adolescente.

Caso

Uma jovem de 19 anos foi mantida em cárcere privado e torturada depois de contar que estava grávida para o namorado e a sogra em Eldorado, a 440 km da Capital. Ela teria descoberto a gravidez ainda nesta semana, mas o namorado não aceitou bem a situação. Ele a atraiu até em casa nesta sexta-feira (5), quando a jovem foi torturada.

Conforme informações da polícia, o namorado e a sogra da jovem se desesperaram com a notícia da gravidez. Ao atrair a jovem para sua casa, o namorado, de 17 anos, tentou convencê-la de um aborto, com a ajuda de um amigo que trabalhava na farmácia da cidade. A vítima se recusou a tirar o bebê, até que a sogra chegou ao local e começou a fazer ameaças, quando teria dito que interromperia a gravidez, por bem ou por mal.

Recibo de pedágio

Segundo o delegado Pablo Ricardo Campos Reis, na delegacia o trio- a sogra, o namorado de 17 anos e o farmacêutico- teriam negado o crime, e a mulher dito que a nora já teria chegado a sua casa passando mal, depois de ter ingerido o remédio sozinha.

“Ela tomou uma dose extremamente forte, ela tomou quatro comprimidos na via oral e na hora de fazer a introdução no canal vaginal, ela se negou. Foi quando a mãe do adolescente, à força, tirou a roupa dela e fez a introdução do remédio”, relata.

Mas, o recibo do pedágio encontrado pela polícia na casa da mulher indica possivelmente a ida até o Paraguai para a compra do remédio, que tem venda proibida no Brasil. “O recibo marcava a volta as 10h50 da manhã, o que indica a ida deles até o outo lado”, falou o delegado.

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