Quatro fazendas são enquadradas em lista suja de trabalho escravo

Quatro fazendas de Mato Grosso do Sul, entraram na lista suja do trabalho escravo, divulgada ontem (3) pelo ministério da Economia. A atualização foi feita com base nos empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à de escravo.

De acordo com Agência Brasil, no País, a lista denuncia a prática do crime 187 empregadores, entre empresas e pessoas físicas. Em Mato Grosso do Sul, nas quatro fazendas, 24 trabalhadores foram submetidos a trabalhos praticados em fazendas. Além disso, no Brasil, outros trabalhadores foram submetidos ao trabalho escravo em obras de construção civil, oficinas de costura, garimpo e mineração.

Pela lista divulgada pelo ministério, as fazendas estão situadas em Corumbá e Aquidauana. Das quatro propriedades, três estão em Corumbá. Em uma delas, a decisão administrativa de procedência foi incluída no dia 6 de novembro do ano passado e nove trabalhadores estavam em situação de escravidão.

Na propriedade de Aquidauana, no dia 15 de maio de 2017, foi enquadrada na decisão administrativa, com seis trabalhadores. Também em 2017, mas em outubro, quatro trabalhadores viviam situação de escravidão.

Em novembro do ano passado, cinco trabalhadores de uma fazenda também em Corumbá, trabalhavam em situação precária.

DADOS

De acordo com o Observatório Digital do Trabalho Escravo, do Ministério Público so Trabalho (MPT) e Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, desde 2015 Mato Grosso do Sul supera os registros nacionais. Em 2017, a média de resgaste do estado foi de 19 contra 9.66 no País.

Em 2016, a média no estado foi de 20,5 casos contra 12,21 a nível nacional. No ano anterior, apesar de mais próximo da média nacional (11,68), o estado registrou 12,5 flagrantes. Em 2014, o número de resgastes foi bem menor, a média foi de três contra 14,76 no País. Em 2013, foram 12,62 para cada 20,02. Ainda não foi divulgado o levantamento de 2018.

No ranking nacional o estado totalizada, 2.679 resgates. Conforme o levantamento do MPT, entre 2003 e 2018, foram realizadas no estado, 94 operações de resgate de pessoas em situação análogas à escravidão, dos quais: 15 adolescentes menores de 18 anos, 1.897 trabalhadores egressos nascidos no estado e 2.101 trabalhadores egressos que declararam residir, no momento do resgate, em Mato Grosso do Sul.

Até 2013, o estado ocupava o oitavo lugar no ranking dos estados com maior número de estabelecimentos flagrados submetendo trabalhadores a situação análogas à escravidão.

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