7 de dezembro de 2025

Suposto atentado em escola aconteceu em pátio vazio e com garrafa de thinner

Os adolescentes surpreendidos por uma professora durante um suposto atentado a uma escola municipal de Sidrolândia – a 71 quilômetros de Campo Grande – usavam uma garrafa de thinner para causar um incêndio no pátio do colégio, que estava vazio no momento. Para a polícia, a atitude foi um ato inconsequente dos jovens, e não uma tentativa de ferir os alunos.

O caso aconteceu na tarde desta segunda-feira (25) na Escola Municipal Valério Carlos da Costa. Ao Campo Grande News, a diretora Iria Ramires Gomes contou que um das professoras da escola saiu para mudar o carro de lugar e flagrou três adolescentes perto do muro. “Ela viu um artefato com fogo na mão de um deles e o outro falar: pode jogar que tá limpo”, descreveu.

Ela então gritou e o adolescente jogou o artefato no chão antes de fugir do local. A garrafa que estava na mão do rapaz caiu dentro de uma poça de água fora da escola, o que apagou o fogo já aceso. Segundo a diretora, naquele momento nenhum dos alunos estavam no pátio, como divulgado anteriormente.

“Foi um susto. Está tudo calma. Tenho certeza que Deus está presente, impedindo que nada de mal aconteça, como não aconteceu”, reforçou. Depois do tumulto, a Polícia Militar foi acionada e conseguiu apreender um dos adolescentes, de 16 anos.

Ele foi levado para a delegacia, onde conversou com o delegado Diego Dantas Santos. Outros dois adolescentes, de 16 e 17 anos, também foram identificados como envolvidos e prestaram depoimento nesta terça-feira (26). “O primeiro falou que não foi ele. Outro negou e o terceiro aponta o colega como autor”.

Até então as investigações apontam que a atitude dos garotos foi um ato inconsequente, sem intenção de ferir os alunos da escola. Para o delegado os jovens contaram que estavam em um ginásio de esporte da cidade quando um deles teve a ideia de atear fogo em uma garrafa de thinner que tinha em casa e joga na escola. “Não era um coquetel molotov, como foi falado, era uma garrafa de thinner, que é um líquido inflamável. Atearam fogo na própria garrafa. O potencial disso não é para causar uma destruição”.

A polícia não encontrou indícios de qualquer tipo de planejamento, ou mesmo ligação deles com grupos na internet. “Nenhuma hipótese é descartada, mas o que as investigações mostraram até aqui é que isso foi um ato isolado, feito por adolescentes inconsequentes. Eles não estudaram na escola, ou tinha a intenção de machucar alguém especifico”, afirmou.

Os adolescentes foram liberados após prestar depoimento. A Escola Municipal Valério Carlos da Costa atende alunos de 6 a 14 anos – do 1º ao 8º ano.

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