Polícia investiga se garota de 11 anos usou arma do pai PM para atirar na cabeça em MS

Uma garota de 11 anos de idade, filha de um policial militar, foi encontrada morta com um tiro na cabeça, na noite deste domingo (17), em Mundo Novo, a 462 quilômetros de Campo Grande. A morte é a segunda com aparência de suicídio cometido por criança no Brasil nas últimas 24 horas.

Apesar de não haver qualquer indício de relação direta, a ocorrência em MS coincide com rumores que circularam na internet sobre a veiculação de vídeos com desafios suicidas usando a figura da ‘boneca Momo’. A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul está apurando as circunstâncias da morte.

Segundo informações preliminares, a menina teria usado uma arma particular do pai, e alguns objetos, incluindo um celular de uso da criança, teriam sido apreendidos no local. A perícia foi acionada por volta das 20 horas do domingo (17), mas os responsáveis pela investigação ainda não se manifestaram oficialmente.

Poucas horas antes do caso em Mundo Novo (MS), ainda no domingo (17), uma menina de 10 anos cometeu suicídio em São Caetano (SP) atirando contra o ouvido com uma arma também do pai, um funcionário público, que não estava regularizada.

A assessoria de comunicação da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul informou que aguarda detalhes para se posicionar sobre o fato. A guarda do armamento de uso dos policiais é de responsabilidade de cada servidor.

Boneca Momo: o que é e como proteger as crianças

A Boneca Momo já foi tema de reportagem do Jornal Midiamax, quando era disseminada em correntes no WhatsApp. Com um desafio parecido com o da Baleia Azul, uma a corrente foi causa de preocupação entre os pais.

A Boneca Momo é uma figura medonha, de olhos esbugalhados e parecida com uma mulher pássaro. Na corrente, alguém se passa pelo personagem e lança um jogo com desafios perigosos, como o sufocamento e enforcamento.

Especialistas defendem tanto a mediação de responsáveis quanto ao conteúdo acessado por crianças e jovens na internet, como tratar os jogos perigosos como uma política de prevenção à saúde.

Eles destacam que em alguns países, como a França, Canadá e África do Sul, a prevenção aos jogos de risco recebem a mesma atenção dos governos que a prevenção do suicídio, ou seja, são tratados como problemas de saúde pública. No Brasil, há pouquíssima discussão sobre o tema.

“Nós observamos que os pais têm medo de quando os filhos estão na rua, porque eles podem correr riscos. Risco do assalto, risco do sequestro, de usar drogas, das violências urbanas. Mas, quando o filho está trancado no quarto ou no banheiro, ele está exposto a outros perigos que infelizmente são invisíveis aos pais.

São nesses ambientes que os jogos de risco costumam acontecer”, explica Luísa Maria Freire Miranda, psicóloga que desenvolve em seu mestrado na UFC (Universidade Federal do Ceará) pesquisa sobre os jogos de risco como um fenômeno da atualidade, uma espécie de espetacularização totalmente inconsequente.

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