Manifestantes se reúnem em frente ao MPF para criticar Supremo

O aniversário de cinco anos da operação Lava Jato, completado hoje, foi marcado por protestos em pelo menos 17 estados do Brasil de acordo com o Movimento Brasil Livre (MBL). A principal crítica é com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF)  de confirmar jurisprudência no sentido da competência da Justiça Eleitoral para processar e julgar crimes comuns que apresentam conexão com crimes eleitorais.

Em Campo Grande um grupo de manifestantes se reuniu na frente da sede do Ministério Público Federal (MPF) pedindo o afastamento dos ministros do Supremo e o fim da corrupção no poder judiciário. O protesto foi organizado pelos grupos MBL, Pátria Livre e Endireita Campo Grande, além de outros simpatizantes.

O empresário Edson Barbosa, destacou na concepção dele o descaso que o STF está fazendo por não se preocupar com a corrupção no país. “Basta ver o voto do Barroso, a gente está indignado. Espera sensibilizar o parlamento para que façam o impeachment dos ministro do STF. Inclusive eu sou a favor do fechamento do STF”, declarou.

O massagista Sandro Abdo, de 56 anos, disse que foi ao local para  forçar o Brasil a tomar um posicionamento sobre ética e justiça. “Não é possível que a população continue aceitando a corrupção depois de tudo que aconteceu”, disse em companhia da filha de 17 ano que pe “a favor de tirar os ministro petistas do STF”. “Isso tem que ser feito porque senão toda Lava Jato vai por água a baixo”, ressaltou Sandro.

O coordenador do MBL em Mato Grosso do Sul, Lucas dos Santos, disse que a manifestação é contra a votação do STF de levar para a Justiça Eleitoral crimes como caixa dois. “Crimes como lavagem de dinheiro e corrupção. A decisão pode fazer com que políticos como Lula, Cunha e empresários presos durante a lava jato serem soltos”, disse citando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-deputado federal Eduardo Cunha.

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