Governo promete obras para desassorear lago de parque

Depois de a população chamar de “vergonha” a situação em que está o lago do Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande, o governo do Estado anunciou nesta sexta-feira que fará uma série de ações, em conjunto com a prefeitura, para o desassoreamento da área. Segundo o Executivo estadual, as definições técnicas, bem como o cronograma de obras, serão anunciadas na próxima semana.

De acordo com informe do governo de MS, “um leque de intervenções no interior da unidade e em todo o entorno para impedir que sedimentos continuem a ser carreados ao local, além do trabalho de dragagem propriamente”, serão realizados no lago. “O problema do assoreamento – tanto do lago principal quanto do lago de contenção, que foi construído exatamente para barrar os sedimentos – vem ocorrendo desde que o parque foi criado, na década de 90. Retirar os sedimentos é o trabalho mais fácil de ser executado, mas isso não resolve. O governo tem consciência de que é preciso resolver definitivamente o problema da erosão, portanto, já temos estudos, projetos e ações necessárias. Com as chuvas menos frequentes, é possível iniciar as obras”, afirmou o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck.

Ainda segundo o informe, uma das principais intervenções será feita no Córrego Reveilleau, que atravessa os altos da Avenida Mato Grosso e adentra o Parque das Nações Indígenas. “As obras neste local são realizadas pela prefeitura, avançaram bastante no ano passado, mas ainda não foram concluídas. Uma bacia de contenção será aberta acima da nascente do córrego, para impedir que os sedimentos continuem descendo livremente por seu leito em direção ao interior do parque”, diz.

O anúncio vai contra o que a prefeitura havia informado em fevereiro deste ano, que, em vez do piscinão, seria construído um canal interligando as redes de drenagem, com a travessia em tubo armado implantada sob a Mato Grosso, que desemboca no Córrego Reveilleau, no Parque das Nações Indígenas.

Dentro das matas do Parque Estadual do Prosa, o governo promete que “uma importante obra será executada para recuperar as margens do Córrego Joaquim Português, que se encontra com o Desbarrancado, no interior da unidade de conservação, para formar o Córrego Prosa”.

“A dragagem dos lagos é o mais simples para ser resolvido. Já encontramos, inclusive, uma área degradada em que esse material será depositado. Mas de nada adiantaria retirar toneladas de areia se a cada chuva o lago seria novamente assoreado, porque, enquanto não forem feitas as obras de contenção nas partes altas, o problema persistirá”, frisou Verruck.

VERGONHA

O lago, que é um dos principais cartões-postais de Campo Grande, corre o risco de desaparecer, em razão do assoreamento. Solução para o problema seria a construção de um piscinão, na confluência da Avenida Mato Grosso com a Rua Hiroshima, mas a prefeitura disse que desistiu da obra. Enquanto nenhuma medida é tomada, a cor escura da água e o leito raso denunciam a postura apática do governo diante do problema, que se arrasta há anos.

A situação assustou e motivou protestos. No dia 4 de março, a lama, formada pelo depósito de sedimentos, serviu como faixa para expressar a indignação dos frequentadores do espaço. Nela, foi escrita a palavra “vergonha”, acompanhada do símbolo #, com potencial para viralizar nas redes sociais.

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